China faz washout com soja dos EUA e intensifica pressão em Chicago; recuos passam de 1%

Publicado em 24/11/2020 12:44 3086 exibições

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A China está  realizando movimentos de washout com a soja norte-americana para embarque em janeiro, segundo informa a Agrinvest Commodities nesta terça-feira (24) e os relatos das ações trazidos pelos traders contribuem para as baixas registradas no pregão de hoje na Bolsa de Chicago. Perto de 12h10 (horário de Brasília), as cotações perdiam entre 9,75 e 12 pontos nas principais posições, com o janeiro/21 de volta aos US$ 11,79 e o março, US$ 11,81 por bushel. 

Esta é a primeira vez que as cotações recuam em oito sessões na CBOT. Em todo 2020, o ganho acumulado da soja supera 20%. 

O movimento deve ser temporário e não causa grande estranheza entre os especialistas, uma vez que a demanda intensa da China nos EUA é uma constante e precisa da oleaginosa norte-americana, principalmente até que chegue a nova oferta da América do Sul, a qual atualmente está senod ameaçada pelo clima adverso. 

"A margem de esmagamento da indústria está ruim na China. Então, vale a pena pagar o washout no basis e realizar lucro nos futuros de Chicago, por isso a queda de hoje", explica Marcos Araújo, analista de mercado da Agrinvest. Assim, a tendência é de que, mais a diante, a nação asiática volte, portanto, a fazer novas compras nos EUA dada sua necessidade e a falta de produto no Brasil. 

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Neste momento, ainda de acordo com informações apuradas pela Agrinvest, os estoques chineses de soja em grão e também de farelo estão em crescimento, bem como o processamento da oleaginosa também se mantém forte. "Isso é fruto da grande disponibilidade de soja importada dos EUA", explicam os analistas da consultoria, reafirmando as proposições dos movimentos de washout para a oleaginosa americana. 

No paralelo, os compradores chineses vêem ainda a nova safra norte-americana já bastante comprometida com as exportações. Do total previsto para ser exportado neste ano comercial de 2020/21 de 59,9 milhões de toneladas, já estão mais de 83% comprometidos. E o ano comercial se encerra apenas em 31 de agosto de 2021.

NOVAS TARIFAS SOBRE A CHINA?

Além do washout e do movimento de realização de lucros, as baixas são acentuadas por especulações de que o governo Donald Trump estaria cogitando mais taxações sobre a China. Confirmadas, as tarifas poderia desacelerar o movimento de recuperação das compras da nação asiática no mercado norte-americano. 

O Notícias Agrícolas está apurando mais sobre a possibilidade. 

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte:
Notícias Agrícolas

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