Soja passa a cair na Bolsa de Chicago acompanhando inversão também do farelo

Os futuros da soja inverteram o movimento nesta segunda-feira (28) na Bolsa de Chicago e registram perdas intensas no início da tarde de hoje, com baixas variando entre 9 e 15,25 pontos nos principais vencimentos, por volta de meio-dia (horário de Brasília). Durante a madrugada, os ganhos chegaram a superar os 12 pontos.
Parte das baixas no grão vem do recuo que vem sendo registrado também pelo farelo de soja na CBOT, que subia mais cedo e passou a cair na medida em que o mercado vai absorvendo a notícia de que a greve dos trabalhadores portuários na Argentina que já dura mais de duas semanas poderia acabar, como explicam os analistas de mercado da Agrinvest Commodities.
"Durante o final de semana, as empresas argentinas fizeram propostas a seus funcionários, elevando as propostas de salário e ainda bônus para estes trabalhadores, fato que traz ao mercado essa percepção de que podemos ter um fim próximo para a greve", acredita a Agrinvest.
O mercado da oleaginosa também aproveita o momento e as últimas altas para um ajuste de posições e realizações de lucros, depois de ter rompido os US$ 12,50 na semana passada. Além disso, se alinha para encerrar 2020 e os traders começarem 2021 protegidos à espera dos novos cenários.
Paralelamente, as cotações seguem acompanhando seus fundamentos positivos, em especial o clima na América do Sul e a oferta limitada de produto. O tempo seco em importantes regiões produtoras do Brasil permanece como um dos principais combustíveis das cotações.
Nas últimas 96 horas, segundo apuração do Commodity Weather Group, cerca de 50% a 60% das áreas produtoras de soja e milho do Brasil receberam chuvas de volumes entre 12,8 e 44,8 mm, pontualmente, os volumes chegaram a 121 mm.
A semana começa com chuvas espalhadas por quase todo Brasil nesta segunda-feira (28). O modelo Cosmo, do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), sinaliza alguns volumes de até 16 mm no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina. Partes do Goiás, Tocantins e Maranhão também deverão receber algumas precipitações, bem como São Paulo e extremo norte do Rio Grande do Sul.
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E para alguns analistas e consultores, o mercado pode vir a buscar os US$ 13,00 e até mesmo os US$ 15,00 por bushel na CBOT nos próximos meses em decorrência do atual quadro ajustado de oferta e demanda.
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