Soja tem nova disparada em Chicago nesta 4ª puxada por preços do óleo, petróleo e atrasos no BR

Publicado em 24/02/2021 17:27 e atualizado em 24/02/2021 18:20 3782 exibições

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O mercado da soja fechou com fortes altas, mais uma vez, na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (24). Os futuros da oleaginosa renovaram suas máximas em cinco semanas e subiram pela quarta sessão consecutiva, encerrando o dia com ganhos de 17,25 a 19,50 pontos nas posições mais negociadas. Dessa forma, o vencimento março fechou com US$ 14,24 e o maio a US$ 14,25 por bushel. No agosto, US$ 13,70. 

Uma combinação de fatores puxou os preços da soja nesta quarta, entre eles, o atraso na colheita e nos embarques no Brasil e o avanço expressivo do petróleo no mercado internacional. O WTI terminou a sessão com alta de 2,42% no spot e o barril valendo US$ 63,16, dpeois de ganhos de mais de 3% ao longo do dia. 

Desde novembro, a alta acumulada no petróleo chega a 64%, segundo informa a Agrinvest Commodities, o que reflete uma expectativa de retomada da economia global com o processo de vacinação contra a Covid-19 se dando em todo mundo e pelos cortes de produção acordados entre Opep (Organização dos Países Produtores e Exportadores de Petróleo) e a Rússia. 

"Os futuros do petróleo sobem para suas máximas em 15 meses, puxando os futuros do farelo do óleo de soja na carona", explicam os especialistas da Agrinvest. "O movimento do petróleo tem trazido impacto positivo para os óleos vegetais, os quais têm sido destaque de alta no mercado de commodities agrícolas. De acordo com índice da FAO, os óleos vegetais lideram as altas, seguidos pelos grãos", complementam. 

Os futuros do óleo de soja terminaram o pregão desta quarta na CBOT com altas superiores a 3%, e os do farelo com altas de pouco mais de 0,40%. 

E paralelamente, ainda como explicam os analistas da corretora, há melhores margens de esmagamento sendo registradas na China diante dos preços mais altos não só do óleo, mas também do farelo de soja no país. A semana começou com boas altas para os derivados na Bolsa de Dalian, dando espaço  para a alta da matéria-prima em Chicago. 

Mais do que isso, os prêmios pressionados no Brasil contribuem para estas margens melhores. "Os prêmios não eram negociados abaixo de zero desde 2014. A pressão de rolagem para embarques mais longos vem pressionando a ponta curta da curva dos prêmios. E essa pressão é fruto da baixa demanda da China, da alta dos fretes marítimos e do atraso dos embarques", complementa a Agrinvest Commodities. 

MERCADO BRASILEIRO

E mesmo com prêmios negativos em algumas posições, o mercado brasileiro permanece sustentado. As altas em Chicago refletiram em mais altas no interior e nos portos do país. Além disso, apesar da baixa desta quarta-feira, o dólar segue alto e acima de R$ 5,40, o que também contribui para a manutenção dos preços altos da soja no Brasil. 

Entre as praças de comercialização pesquisadas pelo Notícias Agrícolas, os ganhos variaram de 0,31% a 2,70%, com as referências ainda oscilando no intervalo de R$ 149,00 a R$ 162,00 por saca. 

Nos terminais de exportação, altas de 0,60% a 0,61%, com a soja spot valendo R$ 167,00 em Paranaguá e R$ 166,00 em Rio Grande, enquanto os indicativos para março são de, respectivamente, R$ 166,00 e R$ 164,00 por saca. A referência junho, em Santos, segue nos R$ 172,00. 

Leia Mais:

+ Soja: Preços precisam alcançar patamares mais altos para conter a demanda, diz Severo

Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte:
Notícias Agrícolas

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1 comentário

  • Carlos William Nascimento Campo Mourão - PR

    Aqui não subiu nada pro agricultor. Preço empacou...

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    • Adilson Dilmar Dudeck Cascavel - PR

      Os preços só reagirão depois de todos aqueles que tem contratos quita-los. Só daí os compradores começaram a correr atrás do que sobrou, isso acontece geralmente em meados de abril pra maio. Quando a grande maioria deixar de fazer contratos, a correria dos compradores começarão mais cedo com uma verdadeira luta entre os concorrentes, cada qual querendo adquirir mais produtos, tendo em vista que a produção não cobre a demanda.

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