Soja acentua altas em Chicago nesta 3ª com chuvas mal distribuídas no Corn Belt

O mercado segue registrando fortes altas na Bolsa de Chicago neste início de tarde de terça-feira (8). Os principais vencimentos subiam entre 16 e 25,50 pontos nos principais vencimentos diante das adversidades climáticas sentidas em pontos do Corn Belt e dos impactos que já são registrados pelas lavouras de alguns estados importantes na produção norte-americana.
Assim, perto de 13h40 (horário de Brasília), o contrato julho/21 voltava a se aproximar dos US$ 16,00, sendo cotado a US$ 15,94 por bushel. Do mesmo modo, o novembro/21 tinha boas altas e valia US$ 14,61.
Apesar do plantio já estar quase na reta final e seguindo em ritmo recorde, o índice de lavouras de soja e milho em boas ou excelentes condições recuou na última semana, sentindo os impactos do tempo quente e seco, principalmente nos estados mais ao norte, como as Dakotas e Minnesota.
São 67% dos campos em boas ou excelentes condições, contra 70% das expectativas do mercado e 72% do mesmo período da safra anterior.
O recuo mais agressivo se deu na Dakota do Norte, onde o índice de campos em boas/excelentes condições despencou de 75% para 25%. Na Dakota do Sul, a queda foi de 84% para 45%. Em Minnesota, a baixa também foi agressiva, caindo de 84% para 70% e em Iowa caiu de 82% para 73%.
As chuvas das últimas 24 horas nos Estados Unidos foram bastante limitadas - como mostra a imagem abaixo - concentradas ainda mais a leste e sul dos EUA, deixando estados ainda como as Dakotas, Iowa, Minnesota, entre outros importantes, sem precipitações consideráveis.

Como explica o diretor do Grupo Labhoro, Ginaldo de Sousa, o modelo GFS da manhã de hoje trouxe mais chuvas para as Dakotas, parte do Texas e demais estados mais a oeste. Todavia, indicou volumes menores para o leste do cinturão. Jà o modelo europeu, na contramão, "reduz consideravelmente as chuvas para boa parte do país, indicando clima predominantemente seco nas Dakotas, Planícies Centrais, Planícies do Sul, Oeste e Norte do Cinturão, Louisiana e sul do Mississippi e do Alabama", diz.
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