Vazio sanitário da soja encerrará dia 30 de setembro no Tocantins
O vazio sanitário, que iniciou no dia 1º de julho, termina no dia 30 de setembro no Estado. Durante todo este período é proibido manter plantas vivas da oleaginosa em lavouras de sequeiro para evitar a proliferação do fungo causador da ferrugem asiática, sob risco de penalidades . A Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) esteve nas propriedades rurais fiscalizando e monitorando o cumprimento das normas. A partir de 1º de outubro, o plantio estará liberado.
A medida visa prevenir e controlar a ferrugem asiática, principal praga que ataca a cultura e causa grandes prejuízos econômicos. “Nosso trabalho é orientar e colaborar para que a safra seguinte tenha o mínimo de impacto em virtude da praga. Os sojicultores têm consciência das responsabilidades e têm cumprido a legislação”, disse o presidente da Adapec, Paulo Lima.
O responsável técnico pelo Programa Estadual de Controle da Ferrugem Asiática da Soja da Agência, Cleovan Barbosa, explica que o vazio é uma ferramenta importante utilizada para reduzir a disseminação da praga e assim garantir a qualidade na produção e na produtividade. “O período é de 92 dias, para que seja quebrado o ciclo do fungo, reduzindo a quantidade de esporos e consequentemente atrasar a ocorrência da praga na safra seguinte”, disse.
Na última safra 2020/2021 foram cadastradas na Adapec 1.701 propriedades, e conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) foram cultivadas no Tocantins uma área de 1,049 (um milhão e quarenta e nove mil) hectares de soja de sequeiro.
Entressafra
No Tocantins, somente é autorizado o cultivo de soja durante o vazio sanitário em áreas onde a destinação do plantio é para fins de pesquisa ou sementes nas Planícies Tropicais, sob sistema de subirrigação, que compreendem os municípios de Lagoa da Confusão, Pium, Cristalândia, Formoso do Araguaia, Dueré, Santa Rita.
Ferrugem Asiática da Soja
É a principal praga que acomete a oleaginosa, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi. Ela dissemina rapidamente entre os plantios através do vento. Os maiores prejuízos causados é a redução da produtividade, já que causa desfolha precoce nas plantas, impedindo que os grãos de soja se formem completamente.
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