Soja: Mercado acompanha altas fortes do trigo e passa a subir em Chicago nesta 4ª
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Os futuros da soja voltam a subir nesta manhã de quarta-feira (4) na Bolsa de Chicago, depois de começarem o dia com estabilidade. Perto de 9h50 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 8,75 e 10,25 pontos nos principais contratos, levando o julho a US$ 16,40 e o agosto a US$ 15,92 por bushel. Os mercados de soja em grão e milho acompanham os ganhos de mais de 30 pontos do trigo na CBOT.
Entre os derivados, mais altas vinham sendo observadas. O óleo tinha ganho de 0,92% no primeiro contrato, sendo cotado a 81,02 cents de dólar por libra-peso, enquanto o farelo subia 0,7% para US$ 426,90 por tonelada.
O mercado tem estado muito volátil e buscando definir uma rota mais clara para as cotações. No entanto, o mercado climático mantém essa intensidade nas movimentações, já que as primeiras preocupações começam a aparecer. O excesso de chuvas e as baixas temperaturas ainda limitam o ritmo do plantio nos Estados Unidos, que já apresenta atraso tanto na soja, quanto no milho. E as previsões seguem mostrando que todo o mês de maio tende a ser bastante chuvoso.
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Ainda assim, embora o foco em Chicago seja a nova safra norte-americana, o financeiro ainda pesa bastante sobre o andamento das commodities, principalmente à espera da definição da nova taxa de juros nos EUA hoje pelo Federal Reserve.
"Fundos de índice continuam batendo em retirada, tendo em vista o aperto monetário nos EUA e o menor crescimento global. China com seus problemas internos e a inflação global corroendo o poder de compra da população. Tudo isso acaba reduzindo o brilho das commodities como forma de investimento", explica Eduardo Vanin, analista de mercado da Agrinvest Commodities.
Além dos juros nos EUA, nesta quarta chega ainda a definição também da taxa Selic no Brasil, pelo Copom (Comitê de Política Monetária), e também deve mexer com os mercados, já que deve ter impacto também sobre o câmbio.
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