Complexo soja volta a subir forte em Chicago nesta 5ª, liderados pelo grão e julho testa os US$ 17,30/bushel
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Depois de começar o dia com pequenas baixas, o mercado da soja voltou a disparar na Bolsa de Chicago no início da tarde desta quinta-feira (26). As cotações subiam de 24,75 a 36 pontos nos principais vencimentos, por volta de 12h (horário de Brasília), com o julho voltando aos US$ 17,17 e o agosto sendo cotado a US$ 16,48 por bushel.
Os futuros do grão acompanham as altas fortes também do óleo de soja, que passam de 2% na CBOT e de 1% no farelo. O complexo soja se destaca e se fortalece mesmo com a continuidade das baixas do milho e da estabilidade que se dá no trigo, depois da despencada registrada mais cedo e nos últimos pregões.
O óleo sobe apoiado ainda no petróleo, que voltou a intensificar suas altas e, perto de 12h20 (Brasília), mais de 3% de avanço tanto no WTI, quanto brent.
Complemetando o cenário, ainda há a demanda forte pela soja dos Estados Unidos. "O programa americano de exportação continua crescendo crescendo para a temporada 2021/22, o que obrigará o USDA a elevar novamente a demanda na exportação", explica o time da Agrinvest Commodities.
Mais do que isso, afirmam ainda que "muitas tradings no Brasil já pensam em encerrar o programa de exportação nos próximos 15 a 20 dias e nos EUA, o volume disponível é cada vez menor. Deo lado da demanda, a China ainda precisa comprar 10 milhões de toneladas para julho, agosto e setembro".
Além dos fundamentos, o mercado também registra mais movimentos técnicos de alta, com recompra de posições por parte dos investidores. "Os investidores estão todos correndo para as commodities", afirma o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting. "Ele vai quebrando algumas resistências e vai subindo. Essa alta é uma alta sem fundamento forte".
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