Soja retoma operações em Chicago nesta 3ª feira com estabilidade e olhos estão sob Argentina
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Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago retomaram os negócios nesta terça-feira (3) operando com estabilidade. O mercado até chegou a testar leves ganhos no início dos trabalhos, porém, passou ao campo negativo e, por volta de 11h45 (horário de Brasília), eram registradas perdas de pouco mais de 1 ponto nos contratos mais negociados. Assim, o janeiro tinha US$ 15,18 e o maio, US$ 15,29 por bushel.
Embora firme, o mercado testa apenas leves ganhos no início dos trabalhos, de olho na seca severa ainda castigando a Argentina, mas devolvendo parte dos últimos ganhos diante das chuvas que chegaram ao país durante o final de semana.
Sua nova safra de soja vem sofrendo com adversidades desde os primeiros trabalhos de plantio, amargando uma das mais severas estiagens da história. Neste final de semana, boas chuvas foram registradas - com os maiores volumes se concentrando no sul do Córdoba, La Pampa, San Luis, noroeste e sul de Buenos Aires, de acordo com o Serviço Meteorológico Nacional (SMN) e o Centro de Pesquisas de Recursos Naturais do INTA.
"A Argentina recebeu chuvas esperadas durante este último final de semana, trazendo certo alívio para os produtores do país. A maioria da região produtora de Soja, que engloba Cordoba, Santa Fe e Buenos Aires, com volumes de 5 a 30 mm. Porém, estimativas de mercado já colocam a produção de soja Argentina abaixo de 40 milhões de toneladas", explica o diretor geral do Grupo Labhoro, Ginaldo Sousa.
E mais do que isso, "os modelos GFS (desta manhã) e o Europeu (gerado de madrugada), concordam em suas previsões de clima seco para todo o território da Argentina ao longo dos próximos 10 dias".
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