Embrapa Soja lança curso on-line sobre metodologia DRES
O curso sobre o Diagnóstico Rápido da Estrutura do Solo (DRES), metodologia desenvolvida pela Embrapa Soja e Universidade Estadual de Londrina (UEL) está disponível na plataforma de capacitações on-line da Embrapa, denominada e-Campo, e será lançado durante o SafraTec 2023, a ser realizado nos dias 18 e 19 de janeiro, em Floresta (PR), evento comemorativo aos 60 anos da cooperativa Cocamar e aos 50 anos da Embrapa.
O objetivo do curso é tornar os participantes capazes de realizar o diagnóstico do solo, com base nos critérios propostos pela metodologia DRES e recomendar o manejo adequado para cada situação. O curso é destinado a técnicos agropecuários, agrônomos, produtores, professores e estudantes de graduação e nível técnico.
Com carga horária de 16 horas, o conteúdo está dividido em seis módulos. A Embrapa sugere que o participante conclua o curso em até 30 dias, a contar da data da abertura do curso para todos (30/01/2023). As inscrições para participação no curso podem ser realizadas pelo site do curso: www.embrapa.br/e-campo/diagnostico-rapido-da-estrutura-do-solo-dres.
Metodologia DRES
A estrutura do solo é componente essencial da fertilidade, porque influencia o comportamento físico, químico e biológico do solo, dando sustentação à produtividade agrícola. Até o desenvolvimento do DRES, a estrutura das camadas superficiais do solo vinha sendo avaliada por meio de métodos quantitativos de difícil aplicação e interpretação em condições de campo. “O DRES foi desenvolvido para atender as especificidades de monitoramento da qualidade do solo brasileiro, de forma rápida e fácil. Além de facilitar o diagnóstico e melhorar os critérios para a tomada de decisão sobre a adoção de práticas de manejo que melhorem a qualidade estrutural do solo”, avalia o pesquisador Henrique Debiasi, da Embrapa Soja, um dos instrutores do curso.
Debiasi explica que o DRES é um método de avaliação visual da estrutura do solo que leva em conta a qualidade da agregação do solo, a partir de amostras dos primeiros 25 cm. Nas amostras, são observados o tamanho e a forma dos agregados e torrões, presença ou não de compactação ou outra modalidade de degradação do solo, forma e orientação das fissurações, rugosidade das faces de ruptura, resistência à ruptura, distribuição e aspecto do sistema radicular, e evidências de atividade biológica. A partir desses critérios, atribui-se uma pontuação de 1 a 6, na qual ”6” é indicativo de melhor condição estrutural, e “1” representa o solo totalmente degradado.
De acordo com o pesquisador, a coleta de amostras deve ser realizada em diferentes glebas da propriedade e subdivididas de acordo com histórico da área e o tipo de solo e de textura. “O processo é bem simples, porque o produtor, ao olhar para a amostra, já consegue identificar se o solo está degradado ou não”, explica Debiasi.
O método também auxilia no processo de tomada de decisão em relação às ações de correção ou melhoria da qualidade do manejo do solo de áreas agrícolas, com ênfase para aquelas cultivadas em sistema de plantio direto (SPD). “É importante destacar ainda que esta metodologia auxilia na identificação dos manejos mais adequados para as diferentes situações e pode ser empregada para identificar as práticas que melhor conservam o solo e a água”, destaca.
Desenvolvimento
O DRES é um dos resultados da Rede de Pesquisa Solo Vivo. Entre as instituições que participaram do desenvolvimento do método estão: a Universidade Estadual de Londrina (UEL), a Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação (FEBRAPDP), a Embrapa Solos (RJ), Embrapa Soja (PR), Embrapa Trigo (RS) e Embrapa Agropecuária Oeste (MS), com apoio da Itaipu Binacional, cofinanciadora da rede.
SERVIÇO
Curso on-line: DRES - Diagnóstico Rápido da Estrutura do Solo
Carga horária: 16 horas
Investimento: R$ 40,00
Inscrição e informações no site www.embrapa.br/e-campo/diagnostico-rapido-da-estrutura-do-solo-dres
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