Soja inicia semana com estabilidade em Chicago, porém, primeiros contratos abaixo dos US$ 12
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A semana começa com preços da soja trabalhando com estabilidade na Bolsa de Chicago. Perto de 6h15 (horário de Brasília) desta segunda-feira (5), os futuros da oleaginosa perdiam entre 0,25 e 1,25 ponto, com o março sendo cotado a US$ 11,87 e o maio, que também perde os US$ 12,00, com US$ 11,98.
O mercado retoma seus trabalhos de olho em informações conhecidas, porém ainda sentindo o peso dos movimentos técnicos, com os fundos defendendo sua posição vendida.
"Graficamente, o fechamento de sexta feira foi negativo, inclusive psicologicamente, quando os futuros de Soja março e maio romperam o grande suporte de US$ 12,00. Os fundos estão demasiadamente vendidos entre as commodities agrícolas na CBOT, o que é um perigo, tanto para quem está vendido como eles, como para quem está comprado", afirma o diretor geral do Grupo Labhoro, Ginaldo Sousa.
Ainda assim, o monitoramente sobre o clima na América do Sul não terminou e mais um final de semana foi de alerta na Argentina, com tempo predominantemente seco, como no Brasil e no Paraguai. Em janeiro, as chuvas não foram boas e o fevereiro também não se inicia com as melhores condições, o que já fez a Bolsa de Cereais de Buenos Aires reduzir, em uma semana, seu índice de lavouras boas ou excelentes, de 44% para 36%.
"As províncias de Buenos Aires, Santa Fé e La Pampa foram as mais afetadas. Inclusive, a Argentina não recebe chuvas decentes há 3 semanas. Aqui no Brasil, o Centro e o Norte do Paraná receberam apenas 50% do normal, São Paulo e Mato Grosso do Sul, não foram diferentes", afirma Sousa. E ele completa dizendo que os modelos climáticos e suas previsões estão em desarmonia. "O modelo GFS aponta chuvas abaixo do normal para Argentina, enquanto o modelo Europeu aponta chuvas razoavelmente boas para o país. Apesar disso, para o Sul e parte do Centro-Oeste brasileiro têm previsões convergentes, onde apontam chuvas abaixo do normal para os próximos 10 dias".
Ainda nesta semana, atenção à China e seu longo feriado do Ano Novo Lunar.
Veja como fechou o mercado na última semana:
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