Soja intensifica perdas em Chicago nesta tarde de 4ª feira e perde mais de 2%; dólar supera R$ 6,20
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As baixas na soja continuam a se intensificar na Bolsa de Chicago no pregão desta quarta-feira (18). Perto de 14h30 (horário de Brasília), as cotações recuavam entre 19,25 e 20,50 pontos, com os preços renovando suas mínimas em quatro meses. Assim, o janeiro tinha US$ 9,57 e o maio - referência importante para a formação de preços no Brasil, US$ 9,66 por bushel.
As baixas entre os derivados também se intensificaram, com o farelo de soja perdendo mais de 2% e o óleo despencando quase 3%.
"A queda está associada a dois fatores: 1) a safra grande no Brasil e a desvalorização do real; 2) a queda do crush nos EUA em novembro foi um sinal claro de que sem a extensão dos incentivos 40A e 45Z, a demanda por soja pode ser menor. O Congresso americano propôs, dentro da Farm Bill, a inclusão do E15, mas não os programas de biodiesel. Sem os incentivos, os programas americanos não param de pé", afirma o analista do complexo soja, Eduardo Vanin, da Agrinvest Commodities.
E no Brasil, o dólar continua subindo. Perto de 14h50 (Brasília), a moeda americana registrava mais de 1,6% de alta, valendo R$ 6,20. A desvalorização da divisa brasileira mantém a soja nacional mais competitiva, em um cenário de possível safra recorde e a maior da história da sojicultura global, orbitando na casa dos 170 milhões de toneladas.
Ainda nesta quarta, os mercados estão atentos também à decisão do Federal Reserve sobre o futuro dos juros nos EUA, o que é mais um fator de pressão sobre as cotações da soja na CBOT.
Aos poucos, entra no radar dos traders a iminência do início efetivo da colheita brasileira da soja 2024/25. Embora com números ainda bastante tímidas e apenas em áreas de pivô - como tradicionalmente acontece - os trabalhos para começar a retirar esta safra do campo já foram iniciados na região de Querência, em Mato Grosso, maior estado produtor da oleaginosa no Brasil. A tendência agora é de que estes relatos comecem agora a se intensificar.
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