Soja se equilibra em Chicago nesta 4ª entre altas fortes do farelo e baixas do óleo
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O mercado da soja segue enfraquecido na Bolsa de Chicago e caminha de lado nesta quarta-feira (5), depois de algumas pequenas altas registradas mais cedo. Perto de 12h40 (horário de Brasília), as cotações trabalhavam com oscilações de 0,25 a 0,75 ponto, com o maio e o julho subindo, enquanto o agosto recuava. Assim, o maio tinha US$ 9,97, perdendo mais uma vez os US$ 10,00, enquanto o julho tinha US$ 10,11 por bushel.
Os olhos do mercado estão voltados para os efeitos da nova fase da guerra comercial, porém, atento ao comportamento dos derivados de soja na CBOT. Na tarde hoje, o farelo subia mais de 1%, enquanto o óleo cedia mais de 1,5%, mantendo o mercado do grão operando de forma quase que indefinida.
O mercado vem realizando lucros e se ajustando depois de ser duramente pressionada no início da semana pela nova fase da guerra comercial. As tarifas dos EUA sobre México, Canadá e China começaram a valer e as respostas foram imediatas, em especial as da nação asiática. "A China se preparou para isso", disseram especialistas internacionais.
Não sentiu só a soja, mas também e principalmente o milho, que ajudou no peso sobre a oleaginosa. Dessa maneira, sua recuperação nesta quarta-feira também ajuda os futuros da soja a voltarem para um fôlego.
Além das questões da trade war, o mercado também se atenta ao clima na América do Sul e à conclusão da safra 2024/25. No Brasil, a colheita vai avançando bem, porém, as dúvidas ainda estão sobre o tamanho da safra do Rio Grande do Sul, que sofre com uma nova seca e vai perdendo seu potencial produtivo. Na Argentina, há chuvas previstas para os próximos dias e seus efeitos também são monitorados pelos traders.
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