Com paralisação das atividades da Vicentin na Argentina, farelo sobe forte e puxa soja em Chicago
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O mercado da soja continua subindo e acelera o movimento de altas na Bolsa de Chicago no pregão desta terça-feira (8). Perto de 11h40 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa subiam de 10,75 a 16,50 pontos nos principais vencimentos, com o maio sendo cotado a US$ 9,99 e o agosto com US$ 10,06 por bushel.
Os ganhos do grão continuam acompanhando, depois de consecutivas e intensas baixas, o avanço do farelo de soja, com o derivado voltando a subir mais de 1% nesta terça-feira, em reflexo às preocupações com o esmagamento na Argentina, já que a Vicentin - um das maiores processadoras da oelaginosa no país - paralisou suas atividades por conta de problemas financeiros.
"Dada a impossibilidade de obter produção contratada para terceiros em tempo hábil para cumprir regularmente os compromissos da empresa, e prevendo a reversão da situação uma vez resolvida a incerteza em torno do processo legal, foi decidido ontem prosseguir com o fechamento seguro de todas as plantas em operação", diz o comunicado da Vicentin.
Uma das plantas fechadas teve origem nos anosn 1920 na Argentina.
O governador da província de Santa Fé, Maximiliano Pullaro, fez um pronunciamento nesta semana afirmando que o caso continua na justiça e que segue grave o caso, uma vez que a empresa já acumula dívidas que superam US$ 1 bilhão. Com a paralisação, cerca de 200 mil a 300 mil toneladas deixam de ser esmagadas, por mês, na Argentina, o que representa de 6% a 9% da capacidade processadora da nação sul-americana.
O cenário pode dar ainda mais força à demanda interna brasileira, já que os derivados nacionais poderão suprir o intervalo deixado pela Vicentin no mercado, como aconteceu nos últimos anos em que o Brasil ocupou o posto de maior exportador global de farelo e óleo, quando a Argentina sofria perdas consideráveis em sua safra, tendo menos matéria-prima para processar e participar do mercado.
APESAR DAS ALTAS, TENSÕES CONTINUAM
A tensão sobre o macrocenário continua em função das escaladas da guerra comercial, porém, os traders vão reajustando suas posições diante de notícias que ainda podem aparecer, outras que podem se confirmar, movimentos de Donald Trump que podem ser revistos e também frente ao quadro de fundamentos de cada mercado.
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Entre os grãos, ao mesmo tempo em que a guerra comercial 2.0 vive um dos seus pontos mais agudos, a nova safra norte-americana está começando, exigindo monitoramento e podendo ser o fiel da balança para os mercados agora, ao menos em partes.
A tendência, portanto, é de que o mercado permaneça bastante volátil, podendo trazer ainda muitas surpresas. No Brasil, atenções ainda redobradas sobre os prêmios.
Hoje se encerra o prazo dado por Trump a Xi Jinping para que a China retire as tarifas retaliatórias sob e ameaça de tarifas adicionais na ordem de até 50%.
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