Preços da soja sobem na Bolsa de Chicago nesta 2ª feira, apoiada no farelo e de olho no cenário externo

Publicado em 06/04/2026 07:24

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Os preços da soja iniciaram a semana e depois de um feriado prolongado em alta na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (6), mantendo o viés positivo observado nas últimas sessões e sustentados por fatores técnicos e fundamentos ainda presentes no mercado internacional. Com isso, por volta de 7h25 (horário de Brasília), as cotações subiam de 2,50 a 3,25 pontos nos principais contratos, levando o maio a US$ 11,66 e o o julho a US$ 11,83 por bushel. 

O avanço, ainda que moderado, chega influenciado, principalmente, pelo comportamento dos derivados. Quem se destaca nas altas nesta segunda-feira é o farelo de soja, que sobe mais de 0,7% entre as posições mais negociadas, com o maio valenod US$ 317,70 por tonelada curta. O óleo de soja também sobe, porém, de forma mais contida nesta primeira sessão da semana, testando ganhos de 0,2%, limitando ganhos mais expressivos do grão. 

Esse cenário mantém o mercado atento ao equilíbrio entre os produtos do complexo soja.

Além disso, o ambiente externo também permanece no radar. As baixas no petróleo passam de 0,5% na manhã desta segunda-feira, o que limita não só a soja, mas as demais commodities. Assim, os movimentos no Oriente Médio seguem sendo acompanhados de perto, com muita atenção pelos traders e ainda conferindo muita volatilidade a todos os  mercados. 

Outro fator que segue no radar dos investidores é a conclusão da safra sul-americana, com destaque para o Brasil, onde a colheita avança, mas ainda gera dúvidas quanto à qualidade e à logística em algumas regiões. Ao mesmo tempo, o mercado continua monitorando a demanda internacional, especialmente da China, se preparando para a reunião de Donald Trump e Xi Jinping em maio. 

Apesar das altas desta segunda-feira, o mercado ainda opera com cautela. A proximidade de novos relatórios de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e o comportamento do clima nos Estados Unidos começam a ganhar relevância nas decisões dos agentes, podendo trazer maior volatilidade às cotações nos próximos dias.

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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