Soja fecha em baixa na Bolsa de Chicago, acompanhando perdas de mais de 1% do farelo
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Depois de testar os dois lados da tabela durante todo o dia, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago assumiram as baixas na última parte do pregão e terminaram a terça-feira (7) perdendo entre 7,75 e 9,25 pontos nos principais vencimentos. Assim, o maio concluiu o dia abaixo dos US$ 11,60, valendo US$ 11,58 por bushel, enquanto o junho foi a US$ 11,74. Além do grão, óleo e, principalmente o farelo, também fecharam o dia no vermelho, com o farelo liderando as perdas.
O derivado encerrou a sessão perdendo mais de 1% nos contratos mais negociados, sentindo a pressão de uma oferta maior, em especial com o esmagamento aumentando nos EUA. O óleo fechou em queda, porém, "iniciou o dia em alta impulsionado pela boas margens de esmagamento nos EUA e acompanhando a escalada dos futuros do petróleo. Na máxima do dia, o óleo chegou a romper o patamar dos 70 cents de dólar por libra-peso, nível que não se via desde 2022", explica o time de análises da Agrinvest Commodities.
O mercado de energias segue focado nas notícias que chegam do Oriente Médio e se apega no ligeiro progresso feito nas conversas entre Irã e EUA, embora se encerre hoje o prazo dado a Donald Trump ao governo iraniano para a reabertura do Estreito de Ormuz, para um cessar-fogo, sob a ameaça de que "uma civilização inteira vai morrer esta noite" a menos que Teerã chegue a um acordo de última hora.
Assim, subiam mais de 2% os futuros do WTI, enquanto o brent tinha alta de 0,02% entre os principais contratos de cada um dos tipos de petróleo. Ao mesmo tempo, os índices acionários americanos todos operavam no vermelho, bem como o dólar index, que cedia 0,1%. No Brasil, a moeda americana voltava a subir e trabalhava com alta de 0,3% para ser cotada a R$ 5,16.
No Brasil, os preços têm registrado uma semana de estabilidade, com poucas novidades vindas de Chicago, dos prêmios ou do dólar. No entanto, a força das exportações continua sendo um pilar importante de sustentação para estes indicativos, os quais ainda garantem algum momento de comercialização para o produtor brasileiro. Embora as margens sejam ainda ajustadas, há muitas contas vencendo no final de abril que exigirão, para boa parte dos sojicultores, uma participação mais efetiva nas vendas agora.
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