Soja cai mais de 12 pontos em Chicago nesta 4ª e clima nos EUA volta a pressionar mercado
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Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) voltam a operar em campo negativo na manhã desta quarta-feira (29), devolvendo parte dos ganhos registrados na sessão anterior. O mercado passa por um movimento de ajuste técnico, enquanto os investidores retomam o foco sobre as condições climáticas para desenvolvimento da safra norte-americana e acompanham a evolução da demanda internacional.
Por volta das 7h20 (horário de Brasília), os principais vencimentos recuavam pouco mais de 12 pontos. O contrato agosto era cotado a US$ 11,99, o novembro a US$ 12,07 e o janeiro/27 a US$ 12,21 por bushel. Mais uma vez, o grão acompanha o farelo, que perde mais de 1% na CBOT nesta quarta. O óleo tem leves baixas, mas de olho nos ganhos retomados do petróleo.
Depois da recuperação observada na terça-feira, quando o mercado reagiu às perdas superiores a 3% registradas no início da semana, os fundos voltam a realizar lucros diante da ausência de novidades capazes de sustentar um movimento mais consistente de alta.
As previsões meteorológicas continuam indicando chuvas em importantes áreas produtoras do Meio-Oeste norte-americano, cenário que limita a construção de prêmios climáticos nesta fase crítica do desenvolvimento das lavouras. Ao mesmo tempo, as temperaturas muito altas que são registradas no Corn Belt e esperada para continuarem nos próximos dias preocupa e traz algum equilíbrio às cotações.
No cenário externo, o comportamento do petróleo e dos demais mercados financeiros continua influenciando o complexo soja. Depois da forte volatilidade observada nos últimos dias, os investidores seguem ajustando posições diante das oscilações dos mercados de energia e das incertezas geopolíticas, fatores que mantêm o ambiente de negócios bastante sensível.
Hoje, o dia é de alta para os preços do petróleo, após dois dias de perdas fortes, com tanto o brent, quanto o WTI subindo mais de 4% nesta manhã de quarta-feira.
No Brasil, apesar da correção em Chicago, o mercado físico deverá continuar atento ao comportamento do dólar, dos prêmios de exportação e ao ritmo de comercialização dos produtores, fatores que têm sido determinantes para a formação dos preços internos nas últimas semanas.
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