Soja tenta reagir em Chicago após forte liquidação; portos brasileiros seguem perto de R$ 150/sc
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Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam com leves altas na manhã desta quinta-feira (30), em um movimento de recuperação técnica após as perdas expressivas registradas na sessão anterior. O mercado busca um ajuste depois de o clima ligeiramente mais favorável no Meio-Oeste dos Estados Unidos ter levado as cotações aos menores níveis das últimas semanas, enquanto os investidores seguem monitorando as previsões meteorológicas e a demanda internacional.
Do mesmo modo, os traders também acompanham o comportamento dos fundos investidores, que ontem liquidaram boa parte de suas posições entre os grãos, também contribuindo para intensificar a pressão sobre os preços na CBOT.
Perto de 7h10 (horário de Brasília), as cotações subiam de 1,50 a 3,25 pontos nos principais contratos, levando o agosto a US$ 11,79 e o novembro a US$ 11,96 por bushel. Apenas quem se segurava nos US$ 12,00 era o janeiro, cotado a US$ 12,07.
No Brasil, a atenção permanece voltada para a formação dos preços nos portos e para o comportamento do câmbio. Mesmo com a pressão observada em Chicago ao longo desta semana, a valorização do dólar frente ao real e a demanda pela soja brasileira continuam sendo fatores que ajudam a sustentar as indicações no mercado físico, ainda que os negócios avancem de forma seletiva.
De acordo com Ronaldo Fernandes, analista de mercado e diretor da Royal Rural, os preços da soja disponível nos portos seguem perto dos R$ 150,00 por saca, e do grão da safra nova com a mira nos R$ 140,00.
LEVES GANHOS NA CBOT
A reação, no entanto, ainda é vista com cautela, já que os modelos climáticos continuam indicando chuvas abrangentes e temperaturas amenas para importantes áreas produtoras norte-americanas para os próximos dias. Mais a frente, o que preocupa um pouco mais são as temperaturas muito elevadas, acima da média, para todo cinturão.
Além do clima, os operadores acompanham a divulgação dos números semanais de vendas para exportação dos Estados Unidos pelo USDA (Departamento de Agricultura dos EUA). O relatório poderá indicar o ritmo da demanda pela soja norte-americana e servir como novo direcionador para as cotações, especialmente em um momento em que o mercado busca avaliar a competitividade do produto dos EUA.
Os investidores também seguem atentos ao comportamento do complexo da soja e do mercado de energia. Depois das fortes oscilações observadas nos últimos dias, uma eventual recuperação do óleo de soja e do petróleo pode oferecer suporte adicional ao grão, embora o cenário fundamental continue dominado pelas expectativas de uma safra volumosa nos Estados Unidos. Nesta quinta, tanto farelo, como óleo de soja trabalhavam em campo positivo.
No Brasil, a atenção permanece voltada para a formação dos preços nos portos e para o comportamento do câmbio. Mesmo com a pressão observada em Chicago ao longo desta semana, a valorização do dólar frente ao real e a demanda pela soja brasileira continuam sendo fatores que ajudam a sustentar as indicações no mercado físico, ainda que os negócios avancem de forma seletiva.
De acordo com Ronaldo Fernandes, analista de mercado e diretor da Royal Rural, os preços da soja disponível nos portos seguem perto dos R$ 150,00 por saca, e do grão da safra nova com a mira nos R$ 140,00.
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