Soja segue pressionada pelo clima nos EUA e Chicago opera lateralizada nesta sexta-feira
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Os preços internacionais da soja futura seguem se movimentando de maneira lateral na Bolsa de Chicago (CBOT) ao longo do pregão desta sexta-feira (31). As principais cotações flutuavam no campo misto e próximos da estabilidade por volta das 12h44 (horário de Brasília).
O vencimento agosto/26 era cotado a US$ 11,77 com alta de 0,25 ponto, o setembro/26 valia US$ 11,71 com perda de 0,50 ponto, o novembro/26 foi negociado por US$ 11,88 com baixa de 0,25 ponto e o janeiro/27 tinha valor de US$ 12,02 com queda de 0,75 ponto.
Segundo informações do site internacional Farm Futures, os contratos futuros da oleaginosa caminham para o sexto dia consecutivo de queda, após o farelo cair 1,2% na quinta-feira e atingir as mínimas em três semanas e o óleo ter caído para perto da mínima de quatro semanas.
“A soja continua sob pressão devido às condições climáticas desfavoráveis e à erosão dos gráficos, o que levou os especuladores a reduzirem uma grande posição comprada líquida. A previsão é de alívio com chuvas e temperaturas mais amenas em grande parte do Meio-Oeste americano, pouco antes da fase crítica de formação e enchimento das vagens em agosto, aumentando as perspectivas de uma produtividade média nos EUA próxima à previsão atual do USDA de 53 bushels por acre”, aponta Bruce Blythe, analista do Farm Futures.
Por outro lado, o analista destaca que a queda nos preços ainda pode ser limitada pelo aumento das exportações da soja dos Estados Unidos, especialmente daqueles volumes com destino à China.
“A China continua a adquirir grandes quantidades de soja da nova safra. As vendas líquidas da nova safra na semana encerrada em 23 de julho totalizaram 1,333 milhão de toneladas, uma queda de 13% em relação à semana anterior, mas acima do limite superior das expectativas. A China liderou as compras, com 519 mil toneladas, seguida por destinos desconhecidos, com 372 mil toneladas. As vendas da safra anterior superaram as expectativas, atingindo 302,3 mil toneladas”, pontua Blythe.
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