Prêmios da soja estão nos melhores momentos do ano e são pilar fundamental para preços no Brasil

Publicado em 05/08/2026 17:45
Movimento equilibra baixas em Chicago; negócios continuam evoluindo no cenário nacional

Logotipo Notícias Agrícolas

O mercado da soja fechou a quarta-feira (5) bem próximo da estabilidade na Bolsa de Chicago, mas ainda pressionado pelo clima favorável para a nova safra dos Estados Unidos. "O mercado segue concentrado nas perspectivas climáticas para agosto, com os modelos atualizados nesta tarde, com abrangência até 20/08, indicando chuvas abrangentes sobre praticamente todo o MeioOeste norte-americano. No curto prazo, são indicadas precipitações até o início da próxima segundafeira em Iowa, parte do Missouri, Illinois, Indiana, Ohio e sul de Michigan", informou o Grupo Labhoro em seu boletim diário de fechamento de mercado.

Os futuros da oleaginosa, assim, terminaram o dia com perdas de 2,25 a 3,50 pontos nos contratos mais negociados, levando o novembro a US$ 11,74 e o janeiro/27 a US$ 11,89 por bushel. Com as perdas de hoje, os vencimentos voltam a renovar suas mínimas em algumas semanas na CBOT. 

Na contramão de Chicago, os prêmios seguem fortalecidos para a soja disponível no mercado brasileiro, como explica Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting, ajudando a segurar as cotações no país e ainda garantindo oportunidades ao sojicultor que precisa vender. "Os prêmios estão no melhor momento do ano, entre 140 e 160 (cents de dólar por bushel acima de Chicago) positivos, conseguindo segurar parte dessas baixas em Chicago. Assim, tem negócios fluindo, não no ritmo acelerado de julho, mas está evoluindo", diz. 

O produtor segue precisando de caixa e aproveita o atual momento de bons prêmios, de boa demanda nos portos para avançar com a sua comercialização, em especial da soja 2025/26. 

E Brandalizze chama a atenção para uma continuidade das baixas na Bolsa de Chicago, com espaço para quedas de até 30 a 40 cents, com uma acomodação do mercado diante das condições de clima favoráveis que se observam e que são projetadas para o Corn Belt nos próximos dias e nas próximas semanas. 

"Essa é uma expectativa normal para o período. Quando vamos para a fase de enchimento de grão, com umidade boa, é um período de queda. O que poderia mudar a direção é se a China voltasse mais compradora no mercado americano", afirma Brandalizze. Somente nesta semana, as compras chinesas de soja nos EUA passaram de meio milhão de toneladas. "É um bom volume na semana", diz. 

AS PERDAS EM CHICAGO

Além da pressão do clima adequado para o desenvolvimento da nova safra dos EUA, o mercado em Chicago também foi pressionado pelo petróleo voltando a recuar, enquanto também observou os impactos do novo leilão de soja realizado pela China nesta quarta-feira. 

"O leilão de soja da China mostrou demanda relevante, mas ainda sem representar um problema para o Brasil no curto prazo. No primeiro lote, a demanda ficou em 50% das 500 mil toneladas ofertadas. No segundo, subiu para 66%, com volume total negociado próximos de 250 mil toneladas. Apesar do fundamento ser altista, os futuros seguem em derrocada", informou o time de análises da Agrinvest Commodities. 

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

Ao continuar com o cadastro, você concorda com nosso Termo de Privacidade e Consentimento e a Política de Privacidade.

0 comentário