Soja mantém forte trajetória de alta em Chicago nesta 5ª, com clima nos EUA e Pro Farmer no radar
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Os preços da soja seguem em alta na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (20), estendendo o movimento positivo observado nas últimas sessões e mantendo o mercado acima dos US$ 12 por bushel. O suporte continua vindo principalmente das preocupações com o potencial produtivo da safra norte-americana, diante das chuvas em áreas do Corn Belt e dos primeiros resultados do Pro Farmer Crop Tour.
Perto de 7h50 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 3,25 e 4,75 pontos nos principais vencimentos, levando o novembro a US$ 12,41 e o março/27 a US$ 12,60 por bushel. O dia é de extensão de altas também para o milho e para o trigo na CBOT, bem como para farelo e óleo.
O movimento dá sequência à forte valorização registrada na quarta-feira (19), quando a soja fechou com ganhos superiores a 1%. O principal fator de sustentação continua sendo o cenário climático nos Estados Unidos. As chuvas intensas registradas em importantes áreas produtoras aumentaram as dúvidas sobre o potencial produtivo das lavouras justamente em uma fase decisiva para a definição das produtividades.
A preocupação ganhou força com os levantamentos do Pro Farmer Crop Tour. Na quarta-feira, terceiro dia do evento, os resultados novamente mostraram contagens de vagens de soja inferiores às observadas no ano passado em algumas regiões de Illinois e Iowa.
Em Illinois, os técnicos encontraram média de 1.430,77 vagens em uma área de, aproximadamente, um metro quadrado, registrando uma queda de 3,3% em relação ao levantamento de 2025, embora o resultado ainda esteja 2,9% acima da média dos três anos anteriores. Em Iowa, também foram observadas contagens abaixo das registradas no ano passado em alguns dos distritos percorridos.
Além disso, o Pro Farmer encontrou resultados de produtividade do milho abaixo dos números do ano passado em diferentes regiões, reforçando a percepção de que o excesso de chuvas e outros problemas climáticos podem ter deixado marcas sobre o potencial das lavouras norte-americanas. Nos quatro estados visitados previamente - Ohio, Dakota do Sul, Nebraska e Indiana - os números vieram menores do que os da safra 2025/26 e também inferiores às expectativas do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
O mercado aguarda agora os resultados finais do Crop Tour, enquanto também monitora o relatório semanal de vendas para exportação do USDA a ser reportado nesta quinta-feira.
Assim, a combinação de clima, resultados de campo, derivados firmes e petróleo mais valorizado mantém os fundos e demais participantes atentos ao mercado, reduzindo a pressão vendedora sobre a oleaginosa, permitindo a renovação das máximas entre os futuros em meses.
ALTAS TAMBÉM NO BRASIL
No Brasil, a valorização internacional cria um ambiente mais favorável para a formação de preços, referências da soja, embora o comportamento do dólar e dos prêmios siga sendo determinante para a formação das referências internas.
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