Soja aprofunda perdas em Chicago com baixas mais fortes também no óleo e no trigo nesta 6ª
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Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago seguem recuando na sessão desta sexta-feira (4), chegando ao último pregão da semana tentando encontrar equilíbrio. Depois de uma sequência de sessões marcadas por fortes oscilações, os futuros da oleaginosa operam com baixas de 7,75 a 8 pontos nos principais vencimentos, levando o novembro a US$ 13,08 e o maço a US$ 13,29 por bushel.
Ao longo da semana, a soja foi pressionada e sustentada por diferentes fatores, em um movimento que evidencia a sensibilidade dos traders às notícias de demanda, clima e oferta.
Entre os principais pontos de atenção está a demanda chinesa. As compras do país asiático de soja norte-americana continuam sendo acompanhadas de perto pelo mercado e ajudam a oferecer sustentação às cotações justamente em um momento de definição da safra dos Estados Unidos.
O compromisso de compras chinesas de soja dos EUA também permanece no radar dos investidores e alimenta a expectativa de um fluxo mais consistente de negócios para a nova safra. As compras chinesas acontecem no ritmo mais rápido em quatro anos no mercado americano.
Nesta sexta, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe mais um anúncio de vendas de 250,6 mil toneladas de soja 2026/27 de soja, desta vez para destinos não revelados. Este foi o quarto anúncio desta semana.
Por outro lado, a possibilidade de uma produção elevada nos Estados Unidos impede que o mercado transforme o avanço da demanda em uma alta mais firme e prolongada. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) projeta uma produção norte-americana robusta para a temporada 2026/27, mantendo o mercado atento ao potencial produtivo das lavouras e ao avanço da colheita nas próximas semanas.
O clima continua sendo outro elemento importante para a formação dos preços. Com a safra americana entrando em uma etapa decisiva, qualquer mudança nas perspectivas de produtividade pode provocar novas rodadas de compras ou vendas especulativas.
Ao mesmo tempo, o comportamento dos derivados da soja segue interferindo na formação das cotações da oleaginosa. O óleo de soja intensificou suas perdas, perde mais de 2% - acompanhando perdas de mais intensas também do petróleo - e ajudaram a aprofundar também os preços do grão.
Paralelamente, perdas observadas tambémm no milho e, principalmente, no trigo - de mais se 1% no final da manhã desta sexta-feira - é mais um fator de pressão.
Com isso, a soja deve continuar bastante sensível às próximas informações de oferta e demanda. Para os traders, cada novo dado sobre as lavouras dos EUA, compras chinesas e comportamento dos derivados pode ser suficiente para recolocar Chicago em um cenário de fortes altas ou baixas.
Por enquanto, depois de uma semana de muita volatilidade, a soja pisa no freio — mas o mercado ainda está longe de encontrar uma direção definitiva.
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