Importações de soja pela China caem em agosto; previsão para o ano aponta estabilidade ou queda
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Por Ella Cao e Lewis Jackson
PEQUIM, 8 Set (Reuters) - As importações de soja da China caíram em agosto em relação ao mesmo período do ano anterior, mas aumentaram em relação a julho e registraram crescimento nos oito meses até agosto, segundo dados alfandegários divulgados nesta terça-feira, impulsionadas pela safra recorde de soja do Brasil, pela logística portuária eficiente e pela demanda doméstica constante para rações.
O maior comprador mundial de soja importou 12,14 milhões de toneladas em agosto, uma queda de 1,1% em relação às 12,28 milhões de toneladas do ano anterior e um aumento de 5,7% em relação a julho.
As importações totalizaram 74,11 milhões de toneladas no período de janeiro a agosto, um aumento de 1,1% em relação aos 73,33 milhões de toneladas do ano anterior, segundo os dados.
“O aumento das importações em relação ao mês anterior e o aumento nos volumes de janeiro a agosto foram parcialmente impulsionados pela colheita excepcional de soja do Brasil na safra 2025/26 e pela logística portuária eficiente”, disse Liu Jinlu, pesquisador agrícola da Guoyuan Futures.
“Os rebanhos domésticos de gado e aves também se mantiveram em uma determinada escala, sustentando a demanda subjacente por farelo de soja.”
COMPRAS ANUAIS DEVEM FICAR ESTÁVEIS OU LIGEIRAMENTE ABAIXO DE 2025
Três analistas esperam que as importações anuais de soja pela China permaneçam praticamente inalteradas ou ligeiramente inferiores ao recorde do ano passado, de 111,83 milhões de toneladas.
“É provável que uma redução gradual do plantel de matrizes suínas na China limite o crescimento da demanda por ração suína no quarto trimestre, pesando sobre a demanda por soja”, disse Liu.
Rosa Wang, analista da Shanghai JC Intelligence Co., disse que as chegadas de soja devem totalizar cerca de 35 milhões de toneladas de agosto a novembro, com as chegadas no quarto trimestre diminuindo mês a mês, em linha com os padrões sazonais.
As esmagadoras de soja privadas da China enfrentam altos custos de importação e margens reduzidas antes da visita prevista do presidente Xi Jinping aos EUA no final deste mês, com os operadores esperando por uma redução nas tarifas que amplie suas opções de abastecimento, já que os suprimentos da América do Sul se aproximam do fim da temporada de comercialização.
Estima-se que os compradores estatais tenham adquirido mais de 11 milhões de toneladas de soja dos EUA depois que uma reunião entre os líderes dos dois países, em maio, manteve inalterado o compromisso existente de comprar 25 milhões de toneladas anualmente até 2028.
(Reportagem de Ella Cao e Lewis Jackson)
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