Soja cai em Chicago nesta 4ª (23) às vésperas de Trump-Xi, mas compras da China limitam pressão
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Os preços da soja recuam na Bolsa de Chicago na manhã desta quarta-feira (23), devolvendo parte dos ganhos recentes enquanto o mercado se posiciona para o encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, marcado para esta quinta-feira (24), em Washington.
Por volta das 7h25 (horário de Brasília), o novembro perdia 8,75 pontos, cotado a US$ 13,16 por bushel, enquanto o janeiro recuava 8,50 pontos, para US$ 13,32. O março tinha baixa de 8 pontos, valendo US$ 13,40, e o maio cedia 7,50 pontos, a US$ 13,47 por bushel.
A pressão desta manhã acompanha um movimento de correção observado no complexo de grãos depois das altas recentes. Na sessão anterior, soja, milho e trigo já recuaram em Chicago, com os traders realizando lucros e reduzindo posições antes da reunião entre Trump e Xi.
Xi inicia nesta quarta-feira uma visita de Estado de três dias aos Estados Unidos. A reunião com Trump acontece nesta quinta e deverá tratar das relações comerciais entre os dois países, além de outros temas econômicos e geopolíticos.
Para a soja, a demanda chinesa continua sendo um dos principais pontos de sustentação. Na semana passada, compradores chineses adquiriram cerca de 1 milhão de toneladas da oleaginosa norte-americana, segundo fontes ouvidas pela Reuters, às vésperas da visita de Xi. Com essas aquisições, as compras chinesas de soja dos EUA chegaram a quase metade das 25 milhões de toneladas anuais que, segundo a Casa Branca, Pequim se comprometeu a adquirir até 2028.
Assim, a expectativa em torno de possíveis novos sinais para o comércio agrícola entre Estados Unidos e China permanece no centro das atenções. O encontro acontece em um momento no qual Washington e Pequim procuram preservar a trégua comercial estabelecida anteriormente, com o mercado atento principalmente a eventuais indicações sobre tarifas e compras de produtos americanos.
Do lado dos fundamentos, a entrada da nova safra norte-americana também exerce pressão sazonal sobre Chicago.
O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou nesta semana que 12% da área de soja do país já havia sido colhida até domingo (20), contra 8% tanto no mesmo período do ano passado quanto na média dos últimos cinco anos. As condições das lavouras permaneceram em 58% boas ou excelentes, estáveis na comparação semanal e abaixo dos 61% registrados há um ano.
Dessa forma, Chicago inicia esta quarta-feira dividida entre a pressão sazonal da chegada da safra americana e uma demanda chinesa que voltou a oferecer suporte às cotações.
Ao mesmo tempo, a proximidade do encontro entre Trump e Xi tende a manter elevada a volatilidade. Depois de incorporar parte das expectativas sobre a reunião aos preços, o mercado agora aguarda sinais concretos sobre os próximos passos da relação comercial entre as duas maiores economias do mundo.
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