Argentina projeta alta de 4% na produção de soja e safra recorde de girassol em 2026/27
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A safra argentina de oleaginosas começa a temporada 2026/27 com perspectivas positivas para soja, girassol e amendoim. Preços firmes, margens favoráveis e expectativa de chuvas mais abundantes associadas ao El Niño sustentam o cenário apresentado pela Terra Investimentos, com base no relatório do escritório do Serviço Agrícola Estrangeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA/FAS) em Buenos Aires, divulgado na última quarta-feira (7).
Para a soja, o levantamento projeta produção de 52,5 milhões de toneladas, crescimento de 4% em relação à temporada 2025/26, e esmagamento de 44,8 milhões de toneladas. As estimativas indicam uma perspectiva favorável tanto para a produção do grão quanto para seu processamento em farelo e óleo.
A oleaginosa poderá receber parte da área atualmente destinada ao milho, especialmente em regiões onde o risco de cigarrinha pesa sobre as decisões de plantio. Essa possível migração é um dos fatores que favorecem o cenário da soja.
O ambiente positivo, entretanto, ainda depende da evolução do clima e das condições de implantação das lavouras. A expectativa de maior disponibilidade de água favorece o potencial produtivo, mas o excesso de chuvas pode dificultar os trabalhos no campo.
Girassol se destaca com perspectiva de recorde
O girassol aparece como o segmento mais dinâmico entre as oleaginosas argentinas. A projeção é de produção recorde de 7,4 milhões de toneladas, com 6 milhões de toneladas destinadas ao esmagamento.
De acordo com o material divulgado pela Terra Investimentos, o avanço é apoiado pelos preços elevados do óleo de girassol e por novos investimentos no processamento. A combinação favorece a expansão da atividade e reforça a perspectiva de uma temporada positiva para a cultura.
Amendoim deve reagir após perdas do ciclo anterior
Para o amendoim, a estimativa é de produção de 1,56 milhão de toneladas, em uma área de 430 mil hectares. O cenário aponta para recuperação após as perdas registradas em 2025/26.
A reação esperada, contudo, vem acompanhada de atenção ao clima. O material destaca que a umidade ainda representa um risco para a cultura, mantendo as condições meteorológicas entre os fatores decisivos para a confirmação da produção projetada.
Custos e excesso de chuvas limitam o otimismo
Apesar das perspectivas favoráveis, o levantamento ressalta que os custos dos insumos permanecem elevados. Esse fator pode pressionar as margens, mesmo em um ambiente de preços firmes.
O excesso de chuvas também está entre os principais riscos: além de atrasar o plantio, pode aumentar a ocorrência de doenças e prejudicar a logística. Assim, a mesma expectativa de precipitações que sustenta o potencial da safra exige acompanhamento quanto à intensidade e à distribuição.
A concorrência global entre exportadores completa a lista de pontos de atenção. O cenário inicial é construtivo para as oleaginosas argentinas, mas a confirmação das estimativas dependerá das condições no campo e da evolução do mercado ao longo da temporada.
* Com auxílio de IA
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