Soja abre semana em baixa em Chicago com colheita dos EUA voltando a pressionar

Clima mais favorável no Corn Belt favorece avanço dos trabalhos de campo, enquanto mercado ainda repercute os novos números do USDA
Publicado em 12/10/2026 07:25

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Os preços da soja começam a semana em baixa na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (12), com perdas de mais de 8 pontos entre os primeiros vencimentos. O mercado volta suas atenções para o avanço da colheita norte-americana, depois de um período de chuvas que atrasou os trabalhos em algumas regiões produtoras. Por volta das 7h08 (horário de Brasília), o novembro/26 recuava 8,25 pontos para US$ 12,83 por bushel, enquanto o janeiro/27 perdia 8 pontos, negociado a US$ 13,00  e o maio - referência para a safra brasileira - recuava 7,25 pontos, para US$ 13,19.

Relatos de condições climáticas mais favoráveis em boa parte do Meio-Oeste americano na última semana aumentaram a expectativa de que os produtores consigam acelerar a retirada da soja das lavouras. O próximo Crop Progress será divulgado nesta terça-feira (13), excepcionalmente, em função do feriado desta segunda-feira nos Estados Unidos, de Columbus Day.

O mercado também continua digerindo os números do novo relatório mensal de oferta e demanda do USDA, divulgado na última sexta-feira (9). No caso da soja norte-americana, o departamento elevou sua projeção para os estoques finais em relação ao relatório de setembro, trazendo novamente o tamanho da oferta dos Estados Unidos para o centro das atenções.

Ao mesmo tempo, a demanda segue sendo um elemento importante para limitar movimentos mais agressivos de baixa. 

Ainda neste início de semana, o mercado ainda observa a informação do Ministério da Agricultura da China reduzindo sua estimativa para a produção chinesa de soja em 2026/27 em 590 mil toneladas, para 20,36 milhões de toneladas, depois de área plantada e produtividade ficarem abaixo do esperado.

Na América do Sul, o Brasil também ganha cada vez mais espaço no radar de Chicago. O plantio da safra 2026/27 avança com a melhora das chuvas e já alcança aproximadamente 20% da área projetada, segundo levantamento da Pátria AgroNegócios.

Assim, Chicago começa a segunda-feira dividida entre a pressão sazonal da entrada da safra americana e de estoques finais maiores nos Estados Unidos, de um lado, e uma demanda ainda relevante, de outro.

Para o produtor brasileiro, além do comportamento da Bolsa, dólar e prêmios nos portos continuam determinantes para a formação dos preços domésticos. O mercado nacional, porém, fica parado nesta segunda-feira, 12 de outubro, em comemoração ao feriado do Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. 

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