Soja recua em Chicago nesta 3ª (13), com pressão do farelo e atenta à colheita nos EUA
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Os preços da soja trabalham em queda na manhã desta terça-feira (13) na Bolsa de Chicago, dando continuidade à pressão observada no início da semana. Além dos fundamentos ligados à oferta norte-americana e ao avanço da colheita nos Estados Unidos, o comportamento dos derivados pesa sobre o grão nesta manhã, com destaque para as perdas expressivas do farelo de soja.
Por volta das 7h11 (horário de Brasília), o novembro/26 recuava 5,25 pontos, negociado a US$ 12,82 por bushel, enquanto janeiro/27 perdia 5,50 pontos, a US$ 12,99 por bushel. O vencimento março/27 cedia também 5,50 pontos, para US$ 13,09, e maio/27, referência importante para a safra brasileira, perdia 5,25 pontos, cotado a US$ 13,18 por bushel.
Entre os derivados, porém, o movimento é bastante distinto. O farelo de soja dezembro/26 recua 1,57%, negociado a US$ 362,90 por tonelada curta, tornando-se um dos principais pontos de pressão sobre o complexo nesta manhã. Na direção contrária, o óleo de soja dezembro/26 sobe 0,54%, a 69,00 centavos de dólar por libra-peso. A força do óleo, portanto, não é suficiente até aqui para neutralizar as perdas do farelo e dar sustentação às cotações do grão.
O mercado também continua repercutindo os números divulgados pelo USDA no relatório mensal de oferta e demanda da última sexta-feira. O quadro mais confortável para a oferta norte-americana mantém os compradores cautelosos, principalmente em um momento no qual uma nova safra chega ao mercado.
Ao mesmo tempo, a colheita nos Estados Unidos volta ao centro das atenções. Depois das chuvas que limitaram o avanço das máquinas em algumas áreas do Meio-Oeste nas últimas semanas, condições mais favoráveis permitem a retomada dos trabalhos. Como segunda-feira foi feriado nos Estados Unidos, o USDA deverá atualizar nesta terça-feira os números do Crop Progress, oferecendo ao mercado uma nova fotografia da evolução da colheita.
Do lado da demanda, a China continua sendo uma das peças mais importantes para a formação dos preços em Chicago. O mercado acompanha o ritmo das compras chinesas de soja norte-americana e, principalmente, busca sinais sobre a continuidade desse fluxo em meio às relações comerciais entre Pequim e Washington. Qualquer mudança no apetite chinês ganha peso adicional justamente no momento em que os Estados Unidos precisam escoar sua nova safra.
E o Brasil começa a ocupar espaço cada vez maior nessa equação. O plantio da safra 2026/27 segue avançando nas principais regiões produtoras e coloca novamente no horizonte uma oferta brasileira volumosa. À medida que a semeadura evolui, clima, ritmo dos trabalhos e potencial produtivo brasileiro passam gradativamente a dividir as atenções de Chicago com a colheita norte-americana.
No mercado doméstico, que retoma hoje suas operações após o feriado de Nossa Senhora Aparecida comemorado nesta segunda-feira (12), além do comportamento dos futuros, prêmios nos portos e câmbio continuam determinantes para a formação das referências de preço.
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