Soja amplia perdas em Chicago nesta quinta-feira mesmo após vendas superiores a 2,5 milhões de toneladas nos EUA

China respondeu por 63% das vendas semanais dos EUA, que foram melhores do que as últimas semanas, mas 9% abaixo de 2025
Publicado em 29/10/2026 11:55

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Os preços futuros da soja ampliaram as perdas na Bolsa de Chicago (CBOT) ao longo da manhã desta quinta-feira (29), dando continuidade à quarta sessão consecutiva de desvalorização. O movimento ganhou força mesmo após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgar vendas semanais superiores a 2,5 milhões de toneladas, com participação expressiva da China.

Por volta das 11h41 (horário de Brasília), o contrato novembro/26 recuava 0,69%, negociado a US$ 12,1600 por bushel. O janeiro/27 perdia 0,67%, cotado a US$ 12,2975, enquanto o março/27 apresentava baixa de 0,58%, para US$ 12,3875. O maio/27 era negociado a US$ 12,4825, com desvalorização de 0,50%.

A pressão se intensificou em relação à abertura da sessão, quando o novembro trabalhava próximo dos US$ 12,20. Desde o fechamento da última sexta-feira (23), a US$ 12,5650 por bushel, o contrato já acumula recuo de aproximadamente 3,22%.

Exportações seguem fortes, mas preços continuam pressionados

O USDA informou nesta quinta-feira que as vendas líquidas de soja norte-americana para a temporada 2026/27 somaram 2.576.400 toneladas na semana encerrada em 22 de outubro. O volume representa uma redução de 9% em relação à semana anterior, mas permaneceu expressivamente acima da média das últimas quatro semanas.

A China respondeu por 1.627.000 toneladas, o equivalente a aproximadamente 63% do total negociado. Espanha, destinos não revelados, Vietnã e Paquistão também apareceram entre os principais compradores.

Os embarques efetivos alcançaram 2.384.100 toneladas, crescimento de 18% na comparação semanal e de 72% em relação à média das quatro semanas anteriores. Desse total, 1.657.000 toneladas tiveram a China como destino.

Apesar dos indicadores positivos de demanda externa, os preços futuros não conseguiram interromper a sequência de baixas em Chicago. O comportamento evidencia que os volumes comercializados, embora relevantes, não foram suficientes para sustentar uma recuperação das cotações nesta manhã.

O mercado também acompanha o andamento da colheita norte-americana e as perspectivas de produção na América do Sul, especialmente no Brasil, onde o desenvolvimento da safra 2026/27 permanece entre os principais fatores de atenção.

Para os produtores brasileiros, a continuidade das perdas em Chicago reduz as referências internacionais de formação dos preços, enquanto o comportamento do dólar e dos prêmios de exportação segue determinante para as oportunidades de comercialização no mercado doméstico.

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