Grãos: Investidores voltam às compras e impulsionam mercado após forte baixa

Publicado em 13/04/2011 09:40 e atualizado em 13/04/2011 12:24 1303 exibições
Após a forte queda registrada pelos grãos na Bolsa de Chicago ontem, soja, milho e trigo operam no azul nesta quarta-feira. Aproveitando as baixas, os investidores e importadores voltaram às compras, impulsionando os preços e estimulando uma recuperação do mercado.

Na terça-feira (12), os  futuros da soja e do trigo caíram aos menores patamares desde o dia 15 de março, e o milho, para o menor preço desde o último dia 16. O recuo foi reflexo da preocupação com a crise nuclear no Japão e também com o significativo declínio do petróleo.

Porém, apesar destes fatores, hoje a soja fechou o pregão noturno com altas de dois dígitos e o trigo e o milho avançando cerca de 6 pontos nos principais vencimentos.

"Não seria uma surpresa ver uma ligeira reversão destas perdas. As vendas de ontem foram mais por conta de uma aversão ao risco pelo mercado financeiro do que por uma mudança nos fundamentos de oferta e demanda", disse o estrategista do Commonwealth Bank of Australia, Luke Mathews.

As condições climáticas nos Estados Unidos também devem atuar como fator de sustentação para o mercado. A previsão é de acúmulo de chuvas no país, o que deve comprometer e limitar a evolução dos trabalhos de plantio nos próximos 10 dias. Abaixo, seguem dois mapas retratando o clima e as previsões de chuva nos Estados Unidos.

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Produção de soja na América do Sul
- Apesar de alguns analistas afirmarem que os fundamentos não apresentaram mudanças, há aqueles que já sinalizam um quadro mais negativo para a soja com a entrada de uma grande safra da América do Sul e o desaquecimento da demanda chinesa pela oleaginosa.

A produção de soja do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia, segundo a Oil World, devem totalizar 132,7 milhões de toneladas este ano. O volume é 2,8% maior do que o estimado anteriormente pela consultoria.  

Quanto as exportações norte-americanas da oleaginosa, a Oil World estima que as vendas deverão totalizar 42,5 milhões de toneladas, índice 1,1% menor do que o estimado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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