Em Chicago, soja encerra em baixa e milho se recupera no final da sessão

Publicado em 05/08/2011 09:26 e atualizado em 05/08/2011 19:06 1452 exibições
Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram a sessão desta sexta-feira em queda de menos de dois digitos, mas analistas acreditam na recuperação dos preços devido aos fundamentos de oferta e demanda extremamente apertados durante a próxima semana. A oleaginosa estendeu suas perdas do último pregão por conta, principalmente, da turbulência do cenário financeiro.

Já o mercado do milho virou para o terreno positivo depois de caminhar no negativo em grande parte do dia. Os futuros do grão foram impulsionados principalmente pela recuperação das ações e do petróleo,  e se fortaleceram antes do fechamento do pregão, encerrando em alta para a maioria dos vencimentos. Somente para setembro/11 houve uma desvalorização de 0,75 cents para os contratos. O avanço dos preços futuros do milho e a incerteza climática trouxe influência também para as cotações do trigo, que encerraram no terreno misto.


A tentativa de melhoria começou pela manhã, por volta das  9h30 (horário de Brasília), quando o Governo dos Estados Unidos divulgou dados de criação de empregos bastante positivos, superando as expectativas do mercado. Houve redução da taxa de desemprego no país a 9,1%, o mercado apostava em uma redução para 9,2%.

Segundo explicou o operador de mesa da Terra Futuros, Flávio Oliveira, "isso fez com que o mercado macro revertesse. O petróleo estava em queda e começou a exibir uma leve alta, as bolsa americanas também acabou mudando de direção. Isso pôde trazer um ânimo melhor para os grãos no pregão diurno em Chicago". 

Oliveira lembra ainda dos fundamentos positivos para os preços dos grãos, principalmente sobre as condições climáticas dos Estados Unidos e a produtividade das lavouras norte-americanas. 

O que o mercado deve focar nos próximos dias é a perda de produtividade irreversível no caso do milho, que sofreu com uma onda de calor intenso nos últimos meses e também o desempenho da soja. A fase determinante para a definição do rendimento da oleaginosa acontece em agosto e  por a previsão do clima para as próximas semanas é fundamental. 

Diante disso, os fundamentos positivos são reafirmados uma vez que essa possível perda na produtividade e a previsão de tempo desfavorável á produção norte-americana deva dar sustentação aos preços e um novo fôlego de alta ao mercado. 

Além disso, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga no próximo dia 11, quinta-feira, mais um relatório mensal de oferta e demanda, o qual deverá trazer essas informações já esperadas pelo mercado. 

Segundo o operador de mercados da POA investimentos, João Kopp, "após uma abertura bem negativa em todos os mercados, a situação foi acalmando e fechou de uma certa forma positiva; ao menos a soja segurou o vencimento Maio acima dos U$ 13,50/buschel e o milho fechando com leve alta na CBOT".

 

João Kopp aponta as medidas dos presidentes da França, EUA e da primeira-ministra da Alemanha, que estão em conversações para achar alguma solução mais eficiente para conter as quedas dos mercados e o agravamento da crise.

 

Também o clima muito seco nos EUA podem continuar trazendo boas perspectivas a especulação nos grãos em Chicago, e dar firmeza ao mercado (ao menos evitando de limites de baixa) e mantendo os preços em níveis importantes e de bons preços.

 

No cambio, também fechamento positivo , estava conseguindo fechar para março o dólar liquido em torno de R$ 1,587. 


TRIGO

Nesta sexta-feira, os preços do trigo recuaram pelo terceiro dia consecutivo, ampliando a maior queda em cinco semanas. A soja e o milho também amargaram mais um dia de perdas depois da forte baixa de ontem. 

Essa queda acentuada dos preços é o reflexo do temor com o futuro da economia mundial e a possibilidade de um desaquecimento da demanda global por matérias-primas. Pelo oitavo dia, o índice de matérias-primas GSCI, da S&P, declinou e registrou a maior perda desde dezembro de 2008. 

"Enquanto esse crescimento da aversão ao risco persiste, os grãos seguem mais suscetíveis a uma pressão de venda maior", explica o estrategista de commodities do Commonwealth Bank da Austrália, Luke Mathews.

Confira como ficaram as cotações no fechamento da Bolsa de Chicago:

>> SOJA

>> MILHO

>> TRIGO


No Valor:

Bolsas de Londres, Paris e Frankfurt caem; Madri e Milão avançam

Seguindo as perdas verificadas nesta sessão na Ásia e as desvalorizações expressivas em Wall Street ontem, a maioria dos mercados acionários europeus tem novo pregão de baixa. Mas já existem algumas reações.

Persistem na pauta a questão da dívida europeia e a desaceleração da economia americana, com o temor de uma eventual nova recessão. Ao mesmo tempo, continua o movimento de fuga de ativos de risco. 

Os participantes nas bolsas europeias consideram as observações do integrante do Conselho do Banco Central Europeu (BCE), Luc Coene. Ele disse que a autoridade monetária está preparada para grandes esforços para aliviar a situação, mas avisou que os países devem tomar iniciativas. Ele afirmou que a Espanha e a Itália devem "fazer a lição de casa" com relação aos seus orçamentos.

Existe a expectativa quanto aos dados sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos, que vão ser divulgados logo mais pelo governo do país e podem definir o rumo das operações. Um número abaixo das expectativas, por exemplo, pode potencializar o movimento de queda nas praças financeiras.

A chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy interromperam suas férias nesta sexta-feira para falarem por telefone sobre a crise da dívida europeia.

Minutos atrás, em Londres, o FTSE 100 cedia 2,04%, para 5.283,36 pontos. O CAC 40, de Paris, recuava 0,32%, somando 3.309,88 pontos. Em Frankfurt, o DAX declinava 1,81%, aos 6.298,92 pontos. Em Madri, no entanto, o Ibex 35 subia 1,16%, somando 8.787,10 pontos. O FTSE MIB, de Milão, avançava 0,95%, para 16.281,10 pontos.
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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas + Valor

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