Commodities agrícolas têm dia de queda generalizada frente a tensão na economia

Publicado em 18/08/2011 16:29 e atualizado em 18/08/2011 17:25 840 exibições
A tensão que voltou ao mercado financeiro atingiu novamente as commodities agrícolas nas bolsas internacionais e os mercados acompanharam as perdas das bolsas de ações e mercadorias. Entretanto, em quase todos os casos, a ajustada relação de oferta x demanda acabou amenizando a pressão e os preços fecharam o dia longe das mínimas do dia. A exceção do dia foi o café, que fechou com leves altas.

O banco Morgan Stanley revisou para baixo sua previsão para o crescimento tanto dos EUA quanto da Zona do Euro para este ano e 2012. Além disso, a instituição sinalizou ainda que as duas regiões estariam próximas de perigosa e severa recessão.

Entre os indicadores financeiros, as bolsas na Europa perderam aproximadamente 5%, o índice Dow Jones teve baixa de mais de 4% e o petróleo recuou quase 6%.

Nas agrícolas, a commodity que registrou a baixa mais severa foi o trigo, que perdeu 2,41% nesta quinta-feira na Bolsa de Chicago. O grão, enfrentou a tensão mundial e a melhora do clima nos Estados Unidos e o mercado acabou registrando um movimento de realização de lucros, provocando a inversão da tendência de alta dos últimos sete dias.

A soja, contrato novembro, encerrou o dia com declínio de 0,42% e o milho, vencimento dezembro, encerrou o dia com variação negativa de 1,72%. A oleaginosa chegou a operar com baixas de dois dígitos, porém recuperou um pouco do fôlego frente as ainda existentes preocupações com o potencial da safra norte-americana, o que nada mais são do que os fundamentos já conhecidos pelo mercado.

Na Bolsa de Nova York, as soft commodities, salvo o cafe, também terminaram o dia com significativas perdas. O açúcar/outubro fechou com baixa de 1,25% da baixa, o suco de laranja/novembro perdendo 0,06% e o algodão declinou aproximadamente 0,81%.

A alta do café é justificada pelos fundamentos. A demanda segue bastante aquecida e a produção menor. No Brasil, maior produtor mundial do grão, a safra será menor do que o estimado, fato que deve seguir dando suporte aos preços.

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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