Soja dispara com fundos e compradores de volta ao mercado. Milho no limite de alta

Publicado em 11/10/2011 14:20 e atualizado em 11/10/2011 15:55 1222 exibições
Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago registram um dia de fortes e expressivas altas nesta terça-feira. Por volta das 14h22 (horário de Brasília), horário de Brasília, os principais vencimentos já somavam mais de 60 pontos de alta, voltando ao patamar dos US$ 12 por bushel.

O milho e o trigo caminham na esteira do avanço da oleaginosa e também operam com forte alta. No mesmo momento, as duas commodities já subiam quase 40 pontos.

O principal fator de sustentação para as cotações nesta segunda-feira é a volta dos compradores ao mercado. Com as recentes baixas dos preços, os consumidores aproveitam as oportunidades para garantir seu produto. "A demanda viu os preços mais baixos e voltou ao mercado", disse o analista de mercado Glauco Monte, da FCStone.

Além disso, o apetite dos compradores não é o único. Os investidores também retornam às commodities agrícolas favorecendo as altas registradas hoje no complexo de grãos. O objetivo agora é a cobertura de posições vendidas. Os traders almejam agora um posicionamento mais favorável às vésperas da divulgação do relatório de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta quarta-feira (12).

O movimento reflete a necessidade dos investidores de saírem de suas posições vendidas e irem para as compradas uma vez que espera-se uma nova pressão negativa nos preços com as expectativas de aumento da produção, produtividade e estoques de soja nos Estados Unidos. Até meio-dia de hoje,  mais de 165 mil contratos de milho/dezembro e mais de 150 mil de soja/novembro já haviam sido operados.

Com esse aquecimento da demanda, com sinais até mesmo da China de volta ao mercado, os grãos conseguem driblar a alta do dólar e fraqueza do mercado financeiro que, nesta terça-feira, está em estado de atenção com algumas notícias negativas chegando da China e da Europa.

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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