Soja opera com volatilidade frente a dados do USDA e cenário externo
As cotações futuras da soja operam com volatillidade no pregão regular desta quinta-feira. A oleaginosa abriu a sessão diurna em Chicago no território negativo da tabela, mas logo em seguida voltou a operar no azul. Às 11h58 (horário de Brasília) a oleaginosa apresentava leves perdas, com recuo de 2 pontos no contrato maio/12. Já o milho perdia 13 pontos e o trigo 16 pontos nos principais contratos negociados na CBOT.
Segundo analistas, as cotações da soja sofrem com a demora das economias europeias em solucionar os problemas da dívida grega e dos bancos no continente e com o avanço da colheita no Cinturão de Produção norte-americano.
No entanto, o último relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA), que aportou números de redução na produção da oleaginosa no país, dão fôlego aos preços, mas não são suficientes para segurar as cotações do grão. Ainda de acordo com analistas, a soja realiza lucros da terça-feira, quando ganhou mais de 60 pontos em seus contratos.
O trigo deve seguir repercutindo o relatório do USDA que mostrou um declínio na demanda de exportações do cereal. De acordo com analistas, as cotações devem manter-se em queda devido ao aumento na competitividade com países como a Rússia, Canadá e Austrália.
O milho também deve continuar no vermelho sob pressão de relatório do Departamento norte-americano. O grão é pressionado pelo contrato do vizinho trigo e exerce influência negativa sobre os futuros da soja.
As quedas registradas pelo petróleo e metais nesta quinta-feira completam o cenário baixista para o complexo de grãos.
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