Chicago: Investidores realizam lucros e soja fecha no vermelho

Publicado em 16/11/2011 17:34 381 exibições
A ausência de novidades altistas fez com que a queda observada nos preços da soja durante o pregão noturno de hoje fosse intensificada durante a sessão regular desta quarta-feira na Bolsa de Chicago. A oleaginosa encerrou o pregão com perdas de 12 pontos nos principais vencimentos, devolvendo assim as altas de dois dígitos realizadas ontem, após o retorno da China às compras nos EUA.

Hoje, o mercado voltou a focar no cenário macroeconômico pessimista e incerto. Segundo o analista de mercado da Agrosecurity Consultoria, Fernando Pimentel, atualmente qualquer ganho é realizado em curto prazo, devido à alta volatilidade do mercado financeiro. “A soja pode continuar em queda principalmente se houver valorização do dólar em relação a outras moedas.” No entanto, o analista garante que este movimento não deve ser forte e que os preços da oleaginosa devem operar na casa dos US$12 por bushel.

As preocupações quanto a uma possível recessão na economia europeia ganharam fôlego hoje devido a especulações de que o quarto trimestre seja negativo para todos os países do bloco europeu. De acordo com Pimentel, o quadro econômico no Velho Continente não é tão ruim desde a Segunda Guerra Mundial.

Segundo informações do analista de mercado Vinicius Ito, este ano o desempenho da soja está negativo em 15,5% assim como de outras commodities, como o cobre, que subia e agora também opera em queda.

Trigo e Milho

O trigo e o milho também realizaram lucros dos ganhos dessa última terça-feira com investidores liquidando posições. O trigo encerrou a sessão com queda superior aos 15 pontos no contrato dezembro/2011 pressionado pela fraca demanda nos EUA pelas perdas dos contratos vizinhos.

Para o milho as quedas foram menores com o cereal recuando até 4 pontos nos vencimentos mais importantes. No entanto, o grão também sentiu o impacto das baixas do contrato vizinho, a soja, além de ser pressionado pela venda de milho da Ucrânia para o Japão. Segundo analistas, a venda reforça a ideia de que os preços praticados nos EUA estão acima do mercado.

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Por:
Ana Paula Pereira
Fonte:
Notícias Agrícolas

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