Grãos: Mercado fecha pregão noturno com leves altas

Publicado em 01/12/2011 11:16 395 exibições
Os futuros dos grãos negociados na Bolsa de Chicago voltaram a fechar o pregão noturno no azul, com leves ganhos. O motivo para o fechamento positivo continua sendo o mesmo: o bom humor do mercado financeiro.

Após um dia de euforia no sistema financeiro ontem, hoje os negócios são mais marcados pela cautela, porém, as expectativas são positivas. As medidas adotadas pelo principais bancos mundiais de facilitar o crédito entre os países e de trazer  mais liquidez ao mercado trouxeram um novo ânimo aos investidores e dezembro começou positivo para os negócios.

Diante disso, as commodities agrícolas também reagem bem. A soja encerrou o noturno com o vencimento janeiro/12 a US$ 11,40, subindo 9 pontos. No milho, as altas superaram ligeiramente os 3 pontos e o contrato dezembro/11 fechou a sessão valendo US$ 6,04. Para o trigo, as baixas foram de pouco mais de 6 pontos nos contratos mais próximos, com o março/12 cotado a US$ 6,19 por bushel.

No entanto, os mercados ainda estão atentos a esse movimento de alta. Segundo um levantamento do Valor Data, o cenário para as próximas e últimas semanas de dezembro e também para o início de 2012 deverá ser marcado pela forte volatilidade entre as commodities agrícolas.

Em novembro, o saldo para os principais produtos negociados não só em Chicago, como também em Nova York, foi negativo. O motivo foi a saúde da economia mundial prejudicada pela crise financeira internacional, principalmente na Zona do Euro.

"Diante das turbulências financeiras, vivemos [em novembro] um refluxo do capital financeiro especulativo [nos mercados de commodities agrícolas] e isso está afetando os preços. Mas a crise envolve 20% do mercado consumidor global, localizado em países onde o consumo de alimentos é relativamente inelástico. Os demais 80% estão em países que continuam crescendo. Nesse contexto, não acredito que haverá redução", diz Antonio Sartori, da corretora gaúcha Brasoja.

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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