Soja fecha a sexta-feira em leve alta

Publicado em 02/12/2011 18:15 e atualizado em 03/12/2011 06:40 611 exibições
Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram a semana em alta. Nos melhores momentos da sessão, a oleaginosa chegou a subir mais de 15 pontos, tentando recuperar parte das perdas das últimas semanas, mas fechou o dia apenas com uma elevação modesta. 

Nesta sexta-feira, os fundos optaram por cobrir algumas posições vendidas frente ao final de semana, garantindo dessa forma essa ligeira recuperação dos preços. O cenário mais tranquilo no mercado financeiro foi o principal suporte para as cotações. 

Entretanto, a aversão ao risco - fruto da crise financeira que assola a Europa - ainda permanece e continua provocando a fuga dos investidores, o que limitou as altas e acabou, até mesmo, fazendo com que a oleaginosa devolvesse boa parte dos ganhos registrados ao longo do dia. 

As medidas que vêm sido apresentadas por autoridades monetárias trouxeram um certo alívio ao sistema, porém, não trouxe uma solução concreta e definitiva ao problema. Diante disso, a confiança dos fundos ainda está bastante fragilizada e não inspira um ânimo necessário para essa volta ao mercado de commodities agrícolas, que são ativos extremamente voláteis. 

"De agosto a novembro, os fundos venderam 25 milhões de toneladas de soja na Bolsa de Chicago. Há um volume de dinheiro que deixou de circular no mercado de US$ 11 bilhões, o que é uma montanha de dinheiro e que acaba refletindo em uma baixa liquidez e acaba afugentando mais ainda os investidores do mercado. Isso vira um círculo vicioso e vai enfraquecendo o mercado", diz o analista de mercado Carlos Cogo, da Consultoria Agroeconômica.

Fundamentos - Além da questão financeira confusa e incerta, o mercado da soja também não encontra força para subir pois não vê novidades entre os fundamentos. Nos últimos três meses, o quadro de oferta se manteve estável e a demanda registrou uma leve baixa.

Já está definido o tamanho da safra dos Estados Unidos e da China e, na América do Sul, a produção evolui bem e as expectativas são bastante positivas. "Há um cenário de maior tranquilidade sobre a oferta e um esfriamento da demana, e isso também pesa sobre o mercado. A China deverá comprar volumes cada vez menores para forçar novas baixas nos preços", diz Cogo.

O cenário portanto, de acordo com o analista, não permite novas altas ou baixas muito expressivas, já que o mercado já conhece a situação atual. Porém, afirma ainda que a pressão baixista continua até que haja uma estabilidade na Zona do Euro.

Cogo diz também que essa crise pode se espalhar por outras economias, além do continente europeu, o que contribuiria para uma pressão negativa ainda mais forte no mercado. Isso acontece pois as dificuldades poderiam chegar à China, por exemplo, comprometendo o bom desempenho de suas atividades e, por consequência, na demanda por produtos como a soja.  

Veja como ficou o fechamento para o mercado de grãos na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira:

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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