Vencimento do contrato julho do açúcar bruto deve ter entrega reduzida

O vencimento do contrato julho do açúcar bruto negociado na ICE, que ocorre nesta semana, resultará em uma entrega muito inferior ao volume recorde registrado no contrato anterior, disseram integrantes do mercado.
A terça-feira marca o último dia de negociações para o contrato julho na ICE, e o mercado descobrirá --de forma extra-oficial-- a quantidade do adoçante que operadores e "players" comerciais devem entregar frente ao vencimento.
O mercado verificou uma entrega recorde ante o contrato maio, de quase 2,26 milhões de toneladas. Mas traders e analistas esperam que um volume muito inferior seja entregue nesta semana.
"Acho que a entrega nos dará detalhes sobre a situação de demanda. Com o prêmio do açúcar branco em queda, podemos entrar em uma situação na qual o açúcar bruto encontra menos demanda", disse um analista de commodities de uma grande empresa do setor alimentício dos Estados Unidos.
"A entrega de julho será um 'não evento'. Mal vai atingir 300 mil toneladas, já que os contratos em aberto caíram muito", afirmou Arnaldo Correa, consultor de "hedge" de açúcar.
Tanto o prêmio para o açúcar refinado quanto os contratos em aberto para o julho recuaram recentemente, o que reduz as perspectivas de que empresas busquem receber açúcar na bolsa no vencimento.
Os congestionamentos em portos do Brasil para carregamento de açúcar também é um fator citado por participantes do mercado como justificativa para a entrega reduzida.
A enorme entrega contra o contrato maio, que foi 100% composta por açúcar brasileiro, estressou a capacidade dos terminais de açúcar do porto de Santos.
Claudiu Covrig, analista de açúcar da S&P Global Platts, disse que apenas operadores que podem garantir espaço para embarques do adoçante nos portos brasileiros vão arriscar entregas contra o vencimento julho.
A situação no porto de Santos continua difícil. Segundo a agência marítima Williams, a espera para carregamento de açúcar no terminal da Rumo era de 35 dias na semana passada, ante sete dias em igual período de 2019.
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