Mercado do açúcar recua nesta 6ª nas Bolsas de NY e Londres após máximas de 3 anos

O mercado futuro do açúcar registrou queda nesta sessão de sexta-feira (15) nas Bolsas de Nova York e Londres. Após máximas de mais de três anos na véspera com temores relacionados com a oferta, o dia foi marcado por movimento de realização de lucros e atenção ao câmbio e petróleo.
O principal vencimento do açúcar bruto na Bolsa de Nova York caiu 1,32%, cotado a US$ 16,45 c/lb nesta sexta. Na máxima do dia, chegou a US$ 16,71 c/lb. Em Londres, o açúcar branco perdeu 0,58%, a US$ 461,70 a tonelada. A máxima do dia foi de US$ 465,30.
Depois de máximas de mais de três anos na véspera, o dia foi marcado por movimento de realização de lucros no mercado do açúcar nas bolsas internacionais. Além disso, os futuros acompanharam a valorização do dólar ante o real no dia e a queda expressiva nas cotações futuras do petróleo.
Por volta das 15h50 (horário de Brasília), os futuros do petróleo WTI caíam mais de 2%, na casa dos US$ 52/barril. O mercado de energia repercute no dia as preocupações com novos lockdowns na China, país onde teve início o coronavírus e que há meses não registrava novos casos.
"O recente ressurgimento de infecções por coronavírus, aparecimento de novas variantes, lançamento de vacinas atrasado e medidas renovadas de bloqueio na maioria das principais economias da OCDE turvou a recuperação econômica e de demanda", disse Stephen Brennock, da corretora de petróleo PVM, para a agência de notícias Reuters.
Também há algum posicionamento do mercado ante o feriado norte-americano no início da próxima semana. Na segunda-feira (18), as bolsas dos Estados Unidos não funcionarão em decorrência do Martin Luther King Day.
Mercado interno
A semana termina lenta nos negócios envolvendo o spot paulista. O Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, fechou com queda de 0,01%, a R$ 104,54 a saca de 50 kg na quinta-feira (14).
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