Alta na produção da Índia derruba preços do açúcar em NY e Londres nesta 4ª

O açúcar encerrou a sessão desta quarta-feira (03) com queda expressiva na Bolsa de Nova York e leve recuo em Londres. A perda no dia acompanhou informações de elevação na produção da Índia, apesar das preocupações com as exportações.
O principal vencimento do açúcar em Nova York perdeu 1,53% no dia, cotado a US$ 16,04 c/lb, com US$ 16,38 de máxima e mínima de US$ 15,96 c/lb. Em Londres, a sessão finalizou o dia com queda de 0,23%, a US$ 441,80 a tonelada.
A commodity acompanha a informação da Indian Sugar Mills Association (ISMA) de que a produção de açúcar da Índia, entre outubro e janeiro, subiu 25% no comparativo anual, para 17,68 milhões de t, segundo a consultoria Barchart.
A Índia é a segunda maior exportadora de açúcar do mundo. Por outro lado, o mercado ainda monitora os dados de exportação do país. Em janeiro, a Índia registrou embarques de apenas 70 mil t açúcar, bem abaixo das 370 mil t do ano passado.

Indian Sugar Mills Association (ISMA) apontou que produção de açúcar da Índia, entre outubro e janeiro, subiu 25% no comparativo anual - Foto: CNA/Divulgação
Também houve pressão no dia relacionada com a valorização do dólar ante o real, cotado a R$ 5,37210 e 0,10% de alta, às 15h58 (horário de Brasília). Porém, ainda no financeiro, o avanço de mais de 1% do petróleo contribuía para a limitação da baixa.
"O salto do petróleo bruto beneficia os preços do etanol e pode levar as usinas de açúcar do Brasil a mover mais a moagem da cana para a produção de etanol em vez da produção de açúcar, restringindo assim o fornecimento", disse o Barchart.
Mercado interno
O Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, fechou com queda de 0,53%, a R$ 108,53 a saca de 50 kg na terça-feira (02).
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