Perdas na França e financeiro dão suporte ao açúcar em NY e Londres nesta 3ª

Publicado em 13/04/2021 15:53 e atualizado em 13/04/2021 19:05 175 exibições
Safra de beterraba sacarina no maior país produtor da UE pode ter perdido até 50 mil hectares

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​O mercado do açúcar encerrou a sessão desta terça-feira (13) com altas moderadas nas bolsas de Nova York e Londres. A valorização nas cotações acompanhou informações de danos na safra de beterraba sacarina da França, além das oscilações do financeiro e dados sobre o Brasil.

O principal vencimento do açúcar na Bolsa de Nova York fechou o dia com valorização de 0,91%, cotado a US$ 15,50 c/lb, com máxima de 15,64 c/lb e mínima de 15,33 c/lb. O tipo branco em Londres registrou alta de 0,58%, negociado a US$ 430,80 a tonelada.

Após registrar queda na sessão anterior, as cotações do açúcar nos terminais externos avançaram com força, chegando a testar níveis até mais altos do que os do fechamento, acompanhando principalmente a atualização das perdas na safra de beterraba sacarina da França.

Além disso, o mercado também teve suporte durante o dia dos ganhos do real e do petróleo.

Segundo o site da Barchart, a preocupação com a oferta menor de açúcar da França,maior produtora de açúcar da União Europeia, foi o principal fator de alta para os preços. "Uma alta de 1% nos preços do petróleo bruto hoje está influenciando os preços do etanol e é favorável para o açúcar", complementou.

Cana-de-açúcar - Foto: Unica
Unica trouxe no dia que usinas do Centro-Sul produziram 23% menos açúcar na segunda quinzena de março - Foto: Unica

O grupo de produtores CGB anunciou na segunda-feira que a safra de beterraba sacarina recém-plantada do país deve ter perdas de até 50 mil hectares, a pior já registrada na história do país. Também houve danos em outras culturas, como pomares de frutas.

"Essas geadas poucos meses após a icterícia constituem um novo desastre para os produtores de beterraba e enfraquecem certas áreas de produção, bem como nossas ferramentas industriais", disse o presidente da CGB, Franck Sander, em um comunicado.

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O mercado também acompanhou no dia a divulgação da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) de que as usinas do Centro-Sul do Brasil produziram 23% a menos de açúcar na segunda quinzena de março no comparativo anual. O número é reflexo de um início de safra mais lento.

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Do financeiro, o dia também teve reflexos positivos com uma valorização do petróleo, o que acaba encarecendo seus derivados como a gasolina e impacta também no etanol, além de uma valorização do real sobre o dólar, o que desestimula as exportações.

Mercado interno

O início da safra 2021/22 de açúcar no Brasil tem sido marcado por preços firmes no mercado spot do estado de São Paulo, já que a pequena oferta disponível no spot é de açúcar da temporada passada, 2020/21, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea, da Esalq/USP).

O Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, caiu 1,22%, a R$ 105,25 a saca de 50 kg.

Já no Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar ficou estável, a R$ 114,01 a saca, segundo dados da Datagro.

O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha na última sessão o preço FOB cotado a US$ 16,72 c/lb, com desvalorização de 0,68% sobre o dia anterior.

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Por:
Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

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