Produção de açúcar no Centro-Sul deve subir na segunda quinzena de maio, aponta S&P Global Platts

Publicado em 09/06/2021 11:04 90 exibições
Expectativa de analistas consultados pela pesquisa é de que volume do adoçante atinja recorde no período diante de atraso na moagem com clima adverso na região

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​A produção de açúcar na segunda quinzena de maio no Centro-Sul do Brasil deve ter um salto anual de 1,3%, para 2,590 milhões de toneladas, segundo pesquisa feita pela S&P Global Platts em 8 de junho com 12 analistas do mercado. Caso confirmado, o volume seria recorde para o período, após moagem lenta no início da safra.

"Esse aumento no açúcar pode ser atribuído principalmente ao severo clima seco na região Centro-Sul, que foi convertido em um aumento do ATR - o açúcar total recuperável da cana", destaca a fornecedora de informações de commodities.

No início da safra 2021/22 no Centro-Sul do país, que começou oficialmente em abril, produtores postergaram a moagem de cana-de-açúcar com a intenção de aumentar a produtividade após quase um ano de chuvas abaixo da média na principal região produtora do país. Com isso, a oferta ao mercado também sofreu atraso ante os últimos anos.

A pesquisa apurou que o ATR na segunda quinzena do mês deve ficar em média em 136,52 kg por tonelada colhida, sobre 133,83 kg/t do ano anterior. "Se essa estimativa estiver correta, será o maior ATR para o período desde a safra 2006/07, quando foi registrado em 137,7 kg/t de cana", destacou a fornecedora de informações de commodities e energia.

O volume moído de cana em maio deve totalizar 43,04 milhões de t, um aumento de 1,5% em relação ao ano anterior, segundo a S&P, com usinas em pleno funcionamento no país. Caso confirmada, a moagem acumulada de cana na safra 2021/22 poderá chegar a 129 milhões de t.

O número de moagem de cana entre os analistas consultados variou entre 40,03 milhões de t e 44,2 milhões de t para a segunda quinzena de maio. O mix de cana usado para a produção de açúcar no período deve ser um pouco menor do que no ano anterior, com 46,2%, ante 47,26%, segundo o levantamento.

"A forte preocupação do mercado com a disponibilidade do etanol anidro e a constante alta do preço do biocombustível podem ser os principais motivos que levaram à decisão do mix de açúcar no período", destacou a S&P. Apesar disso, seguirá a tendência de uma safra mais açucareira com valores ainda melhores para o adoçante.

O preço médio do etanol apurado pela Platts na equivalência com o açúcar nos últimos 15 dias de maio foi de US$ 16,36 c/lb, sobre o açúcar ICE NY11 em 17 c/lb.

Com a expectativa de um maior volume de cana moída e ATR na segunda quinzena de maio, além de ligeiro aumento da mistura na gasolina, a pesquisa da S&P aponta para uma produção total de etanol (hidratado e anidro) cerca 3% no ano, com 1,88 bilhão litros.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) deve divulgar os dados oficiais da segunda quinzena de maio no Centro-Sul do Brasil nos próximos dias.

Por:
Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

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