Após reação técnica, açúcar opera próximo da estabilidade nesta tarde de 6ª em NY

Os contratos futuros do açúcar operam próximos da estabilidade, mas com viés de baixa, nesta tarde de sexta-feira (18) nas bolsas de Nova York e Londres. Depois de reação técnica ante a véspera, o mercado do adoçante volta a assimilar dados sobre a safra global.
Por volta das 12h (horário de Brasília), o açúcar bruto registrava desvalorização de 0,18%, negociado a US$ 16,67 c/lb na Bolsa de Nova York. Enquanto que o tipo branco cotado em Londres tinha perdas de 0,16%, a US$ 424,40 a tonelada.
Depois de despencar quase 3% na última sessão, o mercado futuro do açúcar iniciou última sessão da semana com valorização em ajuste de posições e acompanhando um dia mais otimista do cenário macroeconômico global. Porém, as baixas voltaram a ser vistas no fim da manhã.
O mercado volta a olhar as estimativas de superávit global em 2021/22 do adoçante e o ciclo 2020/21, segundo o banco alemão Commerzbank. Apesar de queda na produção da safra brasileira, há expectativas positivas para a safra de outras importantes origens, como a Índia.
As perdas na semana já são próximas dos 5% no terminal norte-americano. Além dos fundamentos, como as estimativas de superávit global, os últimos dias também foram marcados por perdas generalizadas nas commodities, acompanhando em parte um dólar mais forte.
O Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) destacou nesta semana que há a possibilidade de um aumento nas taxas de juros do país na pós-pandemia em 2023, antes do que o mercado esperava, segundo a agência de notícias Reuters.
"Qualquer calibração dos micro-fundamentos do açúcar terá que esperar até que este macro-terremoto e quaisquer tremores secundários acabem", disse à Reuters Tobin Gorey, analista do Commonwealth Bank of Australia.
0 comentário
Dólar forte pesa sobre açúcar, que encerra semana em baixa em NY e Londres
Paraná desponta como novo polo de etanol de milho com salto de 71% na produção
Açúcar amplia perdas nesta sexta-feira com dólar acima de R$ 5,00 e tensão no Oriente Médio
Açúcar fecha com queda acima de 2,5% pressionado pela alta do dólar e realização de lucros
Grande safra de cana levará usinas brasileiras da produção máxima de etanol para moagem máxima
Produtores de cana discutem modernização do CONSECANA-AL em reunião apoiada pela ORPLANA