Petróleo despenca nesta 2ª e açúcar em NY cai mais de 1% e Londres 2%
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Os futuros do açúcar nas bolsas de Nova York e Londres encerraram a sessão desta segunda-feira (09) com perdas expressivas motivadas pelas baixas expressivas do petróleo em meio temores com a demanda, além de alguma correção técnica.
O principal vencimento do açúcar bruto na Bolsa de Nova York registrou valorização de 1,12%, cotado a US$ 18,47 c/lb, com máxima de 18,70 c/lb e mínima de 18,36 c/lb. O tipo branco em Londres teve queda de 2,05%, a US$ 450,20 a tonelada.
Após alta acumulada de cerca de 4% na semana passada, os futuros do adoçante em Nova York e Londres já iniciaram esta segunda do lado vermelho da tabela com realização de lucros, mas também pressão adicional com petróleo e câmbio.
O mercado do óleo, acompanhando novos isolamentos na China e outros países da Ásia, com potencial de impactos na recuperação na demanda por combustíveis, caiu até 4% nesta segunda-feira no cenário internacional.
"As preocupações sobre a potencial erosão na demanda global de petróleo ressurgiram com a aceleração da taxa de infecção da variante Delta", disse em nota nesta segunda-feira o analista do RBC Gordon Ramsay.
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O petróleo mais baixo pesa sobre o etanol e pode fazer com que as usinas do Brasil elevem a produção de açúcar. Ainda no financeiro, o mercado também sentiu em parte do dia alguma pressão relacionada com o câmbio.
Por outro lado, segue a atenção para os impactos climáticos sobre a safra do Brasil. Segundo a Reuters, as apostas são de que a safra de cana do Brasil será significativamente menor do que o esperado anteriormente por conta da seca e geadas.
“O mercado já trabalha consensualmente com uma safra de cana no Centro-Sul abaixo de 540 milhões de toneladas, tendo essa sido a principal justificativa do aumento nas cotações do açúcar na bolsa durante a semana que se encerrou”, disse Arnaldo Luiz Corrêa, analista da Archer Consulting.
Mercado interno
Os preços do açúcar ficaram próximos da estabilidade na sexta. Como referência, na véspera, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, saltou 0,07%, com a saca de 50 kg cotado a R$ 120,57.
No Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar registrou estabilidade, a R$ 132,00 a saca, segundo dados levantados pela consultoria Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB cotado do tipo a US$ 18,11 c/lb – estável.
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