Itaú BBA vê pouco espaço para quedas expressivas do etanol hidratado no curto e médio prazo
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Os preços do etanol hidratado têm pouco espaço para quedas expressivas no curto e médio prazo, segundo estimativas da consultoria Itaú BBA, em meio redução da safra brasileira do Centro-Sul de cana-de-açúcar e a Medida Provisória (MP) permitindo a venda direta de etanol ainda distante de vigorar.
"A tendência é de preços sustentados com viés de alta nos próximos meses diante da estimativa de entressafra longa, com a safra atual terminando adiantada comparada com a safra anterior, e perspectiva de início da safra 2022/23 postergada pelos impactos no plantio com a seca e o manejo da cana que sofreu com a geada", disse a consultoria em nota.
Além disso, a MP assinada pelo governo federal em agosto, permitindo a venda direta de etanol das usinas aos postos de combustíveis, sem a obrigatoriedade de passar pelas distribuidoras, deverá entrar em vigor em até quatro meses, mas também precisa da aprovação do Congresso nesse prazo.
"A MP foi adotada com a expectativa de que haja redução nos preços finais aos consumidores com a diminuição dos custos logísticos envolvidos na distribuição. Porém, ainda existem várias questões em discussão e a serem analisadas", reiterou a consultoria em seu informe mensal de commodities.
Em Paulínia, o preço do etanol hidratado sem impostos na última segunda-feira (06) foi de R$ 3,30/l, com uma alta de 8,2% comparado com o último dia de julho. A paridade do etanol sobre a gasolina segue acima do limite considerável competitivo, de 70%, há algumas semanas em todo o Brasil.
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