China não tem pressa de comprar açúcar apesar de correção de preço, diz analista
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Por Marcelo Teixeira
NOVA YORK (Reuters) – As importações chinesas de açúcar permanecerão baixas e bem abaixo dos níveis do ano passado, apesar da recente fraqueza nos contratos futuros da commodity, já que os preços do adoçante na China caem e o frete marítimo continua elevado, disse a consultoria de açúcar CovrigAnalytics.
“A queda nos preços domésticos chineses não é surpreendente, pois a produção doméstica está aumentando e, sazonalmente, deve atingir um pico no final de janeiro”, disse a CovrigAnalytics.
“Além disso, a China já importou volumes significativos de açúcar em 2020/21 (perto de 6,7 milhões de toneladas – 83,5% brutos) e muito acima do déficit estrutural anual existente de cerca de 4,8-5 milhões de toneladas”, disse em um relatório.
Os contratos futuros de açúcar bruto na ICE caíram na segunda-feira para 17,6 centavos de dólar por libra-peso, o menor nível em mais de cinco meses, em meio a chuvas no Brasil e ampla produção na Índia e na Tailândia. Os preços se recuperaram parcialmente na quarta-feira.
A CovrigAnalytics disse que durante a temporada de produção de açúcar, de outubro de 2020 a setembro de 2021, a China importou 2,2 milhões de toneladas a mais do que precisava e o país não tem pressa em comprar.
A China está entre os três maiores importadores globais de açúcar, junto com a Indonésia e os Estados Unidos.
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