Açúcar cai e opera próximo das mínimas de mais de 8 meses na Bolsa de NY nesta 4ª
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Os contratos futuros do açúcar operam com queda expressiva nas bolsas de Nova York e Londres nesta tarde de quarta-feira (14). O mercado repercute as melhores perspectivas com a oferta do adoçante, principalmente com dados do Brasil e Índia.
Por volta das 12h24 (horário de Brasília), o vencimento mais negociado do açúcar bruto na Bolsa de Nova York tinha desvalorização de 2,32%, a 21,46 cents/lb. Em Londres, o primeiro contrato registrava baixa de 1,82%, negociado a US$ 616,20 a tonelada.
O açúcar opera nesta tarde no terminal norte-americano bem próximo das mínimas de oito meses e meio à medida que melhoram as perspectivas globais com a oferta do adoçante, principalmente depois de dados mais confortáveis vindos das principais origens.
"A produção mais forte do que o esperado no Brasil, juntamente com uma mudança na política de etanol da Índia na semana passada, que deve impulsionar a oferta doméstica de açúcar, continua a pesar sobre os preços do adoçante", reportou a Reuters.
Mais cedo, através de rede social, a Organização Internacional do Açúcar (ISO, na sigla em inglês) destacou que os futuros do açúcar em Nova York já caíram cerca de 15% este mês em meio à forte produção do Brasil e à decisão da Índia.
A agência acrescenta que traders disseram que os fundos podem estar adicionando novas posições vendidas, e não apenas liquidando suas posições compradas. Eles também notaram um aumento esperado nas chuvas no Brasil, maior produtor, na próxima semana.
"No longo prazo, o açúcar deverá sofrer uma correção ascendente, disseram os negociantes, já que o mercado ainda deverá registrar um déficit nesta temporada", acrescenta a Reuters.
No financeiro, por outro lado, o açúcar tem alguma limitação da baixa diante da alta de mais de 3% do petróleo no cenário internacional. As oscilações do óleo tendem a impactar diretamente na decisão sobre o mix das usinas. O dólar caía sobre o real.
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