Sucroalcooleiros trabalham no vermelho no PR
Publicado em 14/01/2009 13:18
O setor sucroalcooleiro do Paraná vive um momento ruim e a crise
financeira mundial só não afetou mortalmente a saúde das usinas
paranaenses porque parte delas não embarcou na euforia de meses
atrás e conseguiu manter suas contas equilibradas. Já quem apostou no
futuro está pagando o preço pela ousadia, atesta a Associação de
Produtores de Bioenergia do Paraná (Alcopar).
O presidente da Alcopar, Anísio Tomena, afirmou que as empresas que não vinham com saúde financeira caminham na beira do precipício. A dificuldade tem origem na falta de liquidez, porque as exportações ficaram prejudicadas com o aprofundamento da crise. ‘‘De maneira geral, está todo mundo apertado mas não é ainda uma situação insolúvel. Os que tinham dívidas, que captaram recursos antecipados ou que investiram no longo prazo estão com dificuldades. Umas quatro ou cinco usinas estão trabalhando ainda porque têm cana e precisam de recursos’’, observou Tomena. Ele apontou que a falta de dinheiro na praça já provocou a paralisação de alguns investimentos.
Nem mesmo os empréstimos oferecidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em outubro do ano passado surtiram efeito para as usinas paranaenses. Conforme Tomena, cerca de R$ 1,8 bilhão já havia sido ‘‘carimbado’’ para três grandes grupos do setor fora do Estado. Outros R$ 6 bilhões – que não eram exclusivos para os usineiros – não foram atrativos, principalmente por causa dos juros entre 20% e 25% ao ano.
A dificuldade gerou até uma carta do diretor presidente da Usina de Áçucar e Álcool Bandeirantes (Usiban), Daniel Meneghel, dirigida anteontem ao Congresso Nacional e à ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. ‘‘Estamos em meio a uma grave crise de escassez de recursos, que persistindo, levará as usinas, salvos raros casos, a suspenderem suas atividades, com dispensa de milhares de trabalhadores e abrupta e significativa diminuição na arrecadação de tributos’’, escreveu o empresário. Para amenizar o problema, ele sugeriu que a Petrobrás aumentasse a compra de álcool para formação de estoque regulador e pagasse antecipadamente pelo produto, sistema que, segundo Meneghel, a estatal já adotaria com outros fornecedores.
Tomena comentou que Meneghel expressou sua opinião pessoal na carta e que a crise no Paraná ainda não provocou a quebra de nenhuma usina, como ocorreu em São Paulo. Por outro lado, o presidente da Alcopar reforçou que o primeiro semestre deste ano ‘‘ainda será de muita dificuldade’’.
Fonte: Folha de Londrina
O presidente da Alcopar, Anísio Tomena, afirmou que as empresas que não vinham com saúde financeira caminham na beira do precipício. A dificuldade tem origem na falta de liquidez, porque as exportações ficaram prejudicadas com o aprofundamento da crise. ‘‘De maneira geral, está todo mundo apertado mas não é ainda uma situação insolúvel. Os que tinham dívidas, que captaram recursos antecipados ou que investiram no longo prazo estão com dificuldades. Umas quatro ou cinco usinas estão trabalhando ainda porque têm cana e precisam de recursos’’, observou Tomena. Ele apontou que a falta de dinheiro na praça já provocou a paralisação de alguns investimentos.
Nem mesmo os empréstimos oferecidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em outubro do ano passado surtiram efeito para as usinas paranaenses. Conforme Tomena, cerca de R$ 1,8 bilhão já havia sido ‘‘carimbado’’ para três grandes grupos do setor fora do Estado. Outros R$ 6 bilhões – que não eram exclusivos para os usineiros – não foram atrativos, principalmente por causa dos juros entre 20% e 25% ao ano.
A dificuldade gerou até uma carta do diretor presidente da Usina de Áçucar e Álcool Bandeirantes (Usiban), Daniel Meneghel, dirigida anteontem ao Congresso Nacional e à ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. ‘‘Estamos em meio a uma grave crise de escassez de recursos, que persistindo, levará as usinas, salvos raros casos, a suspenderem suas atividades, com dispensa de milhares de trabalhadores e abrupta e significativa diminuição na arrecadação de tributos’’, escreveu o empresário. Para amenizar o problema, ele sugeriu que a Petrobrás aumentasse a compra de álcool para formação de estoque regulador e pagasse antecipadamente pelo produto, sistema que, segundo Meneghel, a estatal já adotaria com outros fornecedores.
Tomena comentou que Meneghel expressou sua opinião pessoal na carta e que a crise no Paraná ainda não provocou a quebra de nenhuma usina, como ocorreu em São Paulo. Por outro lado, o presidente da Alcopar reforçou que o primeiro semestre deste ano ‘‘ainda será de muita dificuldade’’.
Fonte: Folha de Londrina
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Folha de Londrina
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