Açúcar fecha com baixas em NY e Londres mas ainda mantém parte dos últimos ganhos
Os preços do açúcar fecharam em baixa em Nova Iorque e Londres nesta quarta-feira (14). Os futuros estão pressionados por conta da expectativa de um superávit global do adoçante. A Datagro afirmou nesta que projeta um superávit global de açúcar de 1,53 milhões de toneladas em 2025/26, recuperando-se acentuadamente do déficit global de açúcar de 4,67 milhões de toneladas em 2024/25.
Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o analista Maurício Muruci, da Safras & Mercado, afirmou que mesmo com o mercado em queda, as baixas moderadas representam uma sustentação dos ganhos da última sessão. Conforme o que ele explicou, quando um mercado sobe 3% como foi o açúcar, é comum que os recuos do dia seguinte fiquem em torno de 2%, entretanto, as baixas desta quarta-feira ficaram limitadas a menos de 1%.
Essa sustentação de curto prazo ocorre por conta dos da Unica publicados na última terça, que mostraram uma forte queda na moagem de cana e na produção de açúcar, na segunda quinzena de abril. “O mercado vê que a oferta está longe de ser alta neste curto prazo, evidenciado agora na segunda quinzena de abril”, explicou Muruci.
Em Nova Iorque, o contrato julho/25 fechou com baixa de 0,16 cents (0,88%), negociado em 18,06 cents/lbp. O outubro/25 caiu 0,17 cents (0,92%), cotado em 18,24 cents/lbp. O março/26 teve redução de 0,16 cents (0,85%) e passou a valer 18,62 cents/lbp. O maio/26 terminou a sessão com valor de 17,90 cents/lbp, redução de 0,12 cents (0,67%).
Na Bolsa de Londres, o agosto/25 encerrou o dia com preço de US$ 503,90/tonelada, baixa de 590 pontos (1,16%). O outubro/25 reduziu 430 pontos (0,85%) e ficou em US$ 499,30/tonelada. O dezembro/25 teve redução de 380 pontos (0,76%) e passou a valer US$ 498,70/tonelada. O março/26 caiu 340 pontos (0,67%), cotado em US$ 501,30/tonelada.
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