Com pressão da queda do petróleo, açúcar fecha em NY com novas baixas
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A pressão sobre os preços do açúcar se intensificou nesta terça-feira (24), especialmente na Bolsa de Nova Iorque, com os contratos do açúcar bruto registrando perdas acima de 1% e alcançando os menores níveis dos últimos quatro anos. O movimento foi impulsionado principalmente pela forte queda do petróleo, que acentuou o viés de baixa no mercado.
Os preços do petróleo bruto e da gasolina caíram acentuadamente nesta terça, atingindo mínimas de uma semana e meia, afetando diretamente os preços do etanol. Esse cenário reforça a expectativa de que as usinas — principalmente no Brasil — destinem uma fatia maior da cana-de-açúcar para a produção de açúcar em detrimento do etanol, aumentando assim a oferta global do adoçante. Esse redirecionamento de mix produtivo contribui para o enfraquecimento adicional das cotações internacionais.
A queda nos preços do petróleo e da gasolina se intensificou após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um cessar-fogo no conflito entre Israel e Irã. A sinalização reduziu as preocupações com uma eventual interrupção no fornecimento de petróleo do Oriente Médio, eliminando parte do risco geopolítico que vinha sustentando os preços da commodity energética.
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Na Bolsa de Londres, os preços do açúcar branco tiveram variações mistas e de menor intensidade. Após a queda observada na véspera, o vencimento agosto/25 voltou ao campo positivo. O movimento foi favorecido pela leve desvalorização do índice do dólar (DXY), que recuou para o menor nível em uma semana, estimulando a cobertura de posições vendidas por parte dos fundos especulativos.
Em Nova Iorque, o contrato julho/25 recuou 0,27 cents (1,69%), encerrando o dia cotado em 15,77 cents por libra-peso. O outubro/25 teve baixa de 0,21 cents (1,27%), ficando em 16,36 cents/lbp. O março/26 perdeu 0,16 cents (0,93%), negociado a 17,04 cents/lbp. O maio/26 caiu 0,12 cents (0,72%) e fechou em 16,68 cents/lbp.
Na Bolsa de Londres, o contrato agosto/25 foi o único a registrar alta, com avanço de 50 pontos (0,11%), cotado a US$ 468,00 por tonelada. O outubro/25 recuou 90 pontos (0,19%) e ficou em US$ 461,80/tonelada. O dezembro/25 caiu 110 pontos (0,24%), negociado a US$ 457,30/tonelada. Já o março/26 teve leve baixa de 10 pontos (0,02%) e encerrou o dia a US$ 463,00/tonelada.
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