Expectativa de aumento de exportações indianas impacta mercado do açúcar
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Os contratos futuros do açúcar iniciam a sexta-feira (12) em queda, refletindo a expectativa de maior oferta internacional após a Índia anunciar medidas para expandir sua produção e exportações. Em Nova Iorque, o contrato de outubro/25 caiu 0,70%, cotado a 15,71 cents de dólar por libra-peso, enquanto o março/26 recuou 0,73%, a 16,38 cents. Em Londres, o açúcar branco para outubro/25 fechou a US$ 486,10 por tonelada, baixa de 0,43%.
A Associação Indiana de Fabricantes de Açúcar e Bioenergia solicitou autorização para exportar 2 milhões de toneladas na temporada 2025/26, que começa em outubro. Paralelamente, o governo removeu todas as restrições à produção de etanol a partir do caldo de cana, melaço e xarope, fortalecendo a política de biocombustíveis e ampliando a capacidade das usinas. A meta é atingir a mistura de 20% de etanol à gasolina até 2025/26.
Apesar do avanço no etanol, o governo garantiu que revisará periodicamente o desvio de açúcar para assegurar a oferta doméstica. Segundo o secretário adjunto do Departamento de Alimentos, Ashwini Srivastava, os estoques excedentes permitirão exportações, mesmo após atender ao consumo interno, estimado entre 28,5 e 29 milhões de toneladas. A previsão é de que a produção alcance 34,9 milhões de toneladas na safra 2025/26, com estoques de transição de 5 milhões de toneladas.
Para o Brasil, a atenção fica para a valorização do real frente ao dólar, o que reduz a competitividade das exportações brasileiras e limita em parte as quedas internacionais.
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