Mercado de açúcar abre misto, com cotações impulsionadas em NY por demanda
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Nesta sexta-feira (26), o mercado futuro de açúcar registrou movimentação mista, porém com as cotações em leve alta, impulsionadas por sinais de demanda mais forte. O contrato para outubro de 2025 em Nova Iorque avançou 0.19%, para 15.79 cents/libra-peso, enquanto o março de 2026 subiu 0.06%, atingindo 16.29 cents/libra-peso, e maio de 2026 também teve alta de 0.06%, cotado a 15.81 cents/libra-peso. Já londres vai na contramão, com o dezembro em leve recuo de 0.60%, a 460.10 dólares/tonelada.
Essa valorização generalizada no açúcar bruto é atribuída a uma cobertura moderada de posições vendidas, desencadeada pelo anúncio do Paquistão, que informou ter encomendado 320 mil toneladas de açúcar para entrega já no próximo mês. A notícia reacendeu o otimismo em relação ao consumo global.
Paralelamente, a produção de açúcar na região centro-sul do Brasil, principal produtor global, continua em ritmo forte. Uma pesquisa com 11 analistas publicada pela S&P Global Commodity Insights, via Reuters, projeta um aumento de 15% na produção de açúcar na primeira quinzena de setembro, totalizando 3,6 milhões de toneladas métricas em relação ao ano anterior. A moagem de cana-de-açúcar também cresceu, estimada em 6,8% para 45,92 milhões de toneladas no mesmo período.
No entanto, o total de açúcares recuperáveis (ATR) manteve sua tendência de queda, com uma redução de 3,9%, para 153,84 quilos por tonelada de cana. Já a produção de etanol deve ter diminuído 3,4% no período, para 2,37 bilhões de litros, indicando uma maior destinação da matéria-prima para a fabricação de açúcar.
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